Judiciario
Justiça nega pedido de coronel para ser transferido para Minas
A Justiça de Mato Grosso negou nesta terça-feira (10) o pedido da defesa do coronel do Exército Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, de transferi-lo de Cuiabá para o Comando da 4ª Região Militar, em Belo Horizonte (MG).
A decisão é da juíza Anna Paula Gomes de Freitas, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá.
Etevaldo, que está preso no 44º Batalhão de Infantaria Motorizado, é acusado pelo MPE (Ministério Público Estadual) de ser o financiador do homicídio do advogado Roberto Zampieri, em dezembro passado, na Capital.
Conforme o documento, a defesa de Etevaldo alegou que o militar reservista estaria detido na PCE (Penitenciária Central do Estado) e sem acesso ao atendimento médico adequado. No pedido, ainda foi argumentado que o réu poderia ficar próximo aos familiares.
Segundo a defesa, devido a um quadro clínico de gonartrose moderada a grave no joelho direito, Etevaldo necessitaria de cirurgia com artroplastia total e tratamento ortopédico especializado, além de acompanhamento médico psicológico contínuo.
Entretanto, foi constatado que Etevaldo, na realidade, está detido no 44º Batalhão do Exército em Cuiabá, e tem recebido todo o atendimento médico necessário, inclusive tendo no dia 14 de março sido encaminhado ao Complexo Hospitalar de Cuiabá quando solicitado.
“[…] Militares do Exército realizaram a sua escolta até o Complexo Hospitalar de Cuiabá (organização vinculada ao Plano de Saúde do Exército), oportunidade em que foi atendido, realizou exames complementares, não tendo sido constatada nenhuma anormalidade, razão pela qual, em seguida foi liberado […]”, consta no documento.
“Nesta senda, vale ressaltar que o réu se encontra sendo assistido por equipe médica, inclusive, em situação de atendimento e assistência possivelmente melhor de quem se encontra recolhido na Penitenciária Central do Estado, notadamente porque diante do elevado número de reclusos o atendimento médico não é tão eficaz e célere quanto ao que está recebendo nas dependências do Batalhão do Exército Brasileiro”, escreveu a magistrada.
Ao negar o pedido, a juíza ainda pontuou que a alegação de que Etevaldo deveria ser transferido para poder ficar próximo aos seus familiares não tem respaldo jurídico. Soma-se a isso a necessidade de que ele permaneça na Capital durante o andamento do processo.
O crime
Zampieri foi assassinado no dia 5 de dezembro de 2023 em frente de seu escritório, no bairro Bosque da Saúde.
Ele havia acabado de sair do escritório e entrado em seu Fiat Toro, quando foi atingido por dez disparos de pistola.
Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Antônio Gomes da Silva foram denunciados e se tornaram réus pelo crime de homicídio quadriplamente qualificado. Eles estão preso.
Já o fazendeiro Aníbal Manoel Laurindo foi indiciado pela Polícia Civil por ser o suposto mandante do crime. Ele responde um processo separado e cumpre apenas medidas cautelares.
A suspeita é de que o crime teria sido cometido por conflito envolvendo disputa de terra.
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