Política
Justiça manda bloquear R$ 3,9 milhões de 16 alvos da Prefeitura
A Justiça de Mato Grosso determinou o sequestro de bens e o bloqueio de R$ 3,9 milhões dos alvos da Operação Athena, deflagrada na manhã desta terça-feira (17), pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor).
Esta é a 18ª operação policial contra a Saúde de Cuiabá de Emanuel Pinheiro (MDB). No total, são 22 operações contra sua gestão.
A operação cumpre 16 ordens judiciais contra investigados por um suposto esquema na Empresa Cuiabana de Saúde Pública, da Prefeitura de Cuiabá, entre 2021 e 2024.
A Polícia não deu mais detalhes sobre o esquema. A Saúde de Cuiabá foi alvo nos últimos sete anos de 18 operações.
Entre os alvos de sequestro de bens estão: Gilmar de Souza Cardoso (ex-secretário-adjunto de Gestão na Saúde de Cuiabá), Rosana Lidia de Queiroz, Celio Rodrigues da Silva (ex-secretário) e Paulo Sérgio Barbosa Rós (secretário-adjunto de Atenção Hospitalar e Complexo Regulador da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá).
Ainda foram alvos Eduardo Pereira Vasconcelos (ex-diretor da Empresa Cuiabana de Saúde Pública), Vinicius Gatto Cavalcante Oliveira, Juarez Silveira Samaniego, Nadir Ferreira Soares Camargo da Silva, Lauro José da Mata e Selberty Artênio Curinga.
Mandados
Os mandados de busca e apreensão deferidos pelo Núcleo de Inquéritos Policiais de Cuiabá são cumpridos na Capital e em Várzea Grande, em endereços de investigados.
Além das buscas por equipamentos eletrônicos e documentos relacionados aos crimes, foi determinada pelo Poder Judiciário a suspensão do exercício de função pública de cinco servidores públicos, inclusive o afastamento do atual diretor da Empresa Cuiabana de Saúde Pública.
Os investigados ainda são alvos de outras medidas cautelares como a proibição de manterem contato entre si; acessarem as dependências administrativas da Saúde de Cuiabá; se ausentarem da Comarca sem autorização judicial e entrega dos passaportes.
A empresa Lume Divinum Comércio e Serviços de Informática e seus representantes também foram proibidos de celebrar novos contratos com entes públicos, especialmente com o município de Cuiabá.
A pedido da Polícia Civil, a Justiça proibiu a Prefeitura de Cuiabá de realizar nova contratação direta, sem certame público, de serviços de instalação e configuração de CFTV e controle de acesso e serviços de locação de impressoras.
Os cumprimentos dos mandados da Operação Athena contaram com apoio de equipes da Delegacia Fazendária, Delegacia Especializada do Meio Ambiente e Gerência de Combate ao Crime Organizado.
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