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Ação no TRE ameaça candidatura de Fávaro ao Senado

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Uma ação apresentada ao Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) pode colocar em risco o registro da chapa do senador Carlos Fávaro (PSD) na disputa pela reeleição ao Senado. A representação foi protocolada pela coligação “No Coração da Gente” e pelo candidato ao Senado José Medeiros (PL) contra a segunda suplente de Fávaro, Carmen Machado (PV).

A alegação é de que Carmen ainda exerceria a presidência da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso (FESSP/MT) durante o período em que já deveria estar afastada da função para disputar as eleições. De acordo com a ação, ela assumiu mandato sindical para o período de 2024 a 2029 e continuou sendo identificada como presidente da entidade em publicações e atividades realizadas ao longo de 2026.

Prazo eleitoral

A legislação eleitoral estabelece que dirigentes de determinadas entidades de classe precisam deixar suas funções com pelo menos seis meses de antecedência da eleição. Como o primeiro turno está marcado para 4 de outubro, a ação sustenta que Carmen deveria ter se afastado da presidência da Federação até 4 de abril.

Entre os elementos apresentados ao TRE estão publicações da própria FESSP/MT que, segundo os autores da ação, continuam identificando Carmen como presidente. Também foram citadas participações dela em reuniões e mobilizações da entidade realizadas em junho, julho e agosto deste ano.

A ação não se limita ao pedido de impugnação da candidatura de Carmen. Medeiros e a coligação também pedem que, caso seja reconhecida a irregularidade, o registro de toda a chapa de Fávaro seja indeferido, incluindo o primeiro suplente, Alexandre Schenkel (PSD).

Os autores solicitaram ainda que sejam requisitados documentos e informações à FESSP/MT, ao Governo de Mato Grosso, à União, ao Ministério do Trabalho e à Caixa Econômica Federal. O objetivo é verificar, entre outros pontos, receitas da entidade e eventuais pagamentos a servidores licenciados para exercer funções sindicais.

A ação ainda será analisada pela Justiça Eleitoral. A eventual inelegibilidade ou impedimento de Carmen dependerá da análise dos fatos e das provas apresentadas no processo, não havendo, até o momento, decisão definitiva que impeça a candidatura.



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