Judiciario
Advogado acusado de elo com facção criminosa é condenado por embriaguez ao volante em Cuiabá
Conteúdo/ODOC – A Justiça de Mato Grosso condenou o advogado Pauly Ramiro Ferrari Dorado a seis meses de prisão, em regime aberto, por embriaguez ao volante. A decisão é assinada pela juíza Alethea Assunção Santos, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, e foi publicada nesta terça-feira (25).
Além da pena privativa de liberdade, a magistrada determinou a suspensão da habilitação de Pauly por dois meses, a partir do trânsito em julgado da sentença. A substituição da pena por restritiva de direitos foi negada por ausência dos requisitos legais.
O caso julgado diz respeito a uma abordagem realizada em 1º de março de 2022, por volta das 17h40, na Rodovia MT-040, nas proximidades do bairro Real Parque, em Cuiabá. De acordo com o Ministério Público Estadual, Pauly conduzia um Mitsubishi ASX com sinais de embriaguez, o que foi comprovado pelo teste do bafômetro. O exame registrou 0,38 miligrama de álcool por litro de ar expelido, índice acima do permitido por lei.
Na mesma ocasião, o advogado também foi denunciado por desacato, sob alegação de que teria xingado os policiais e resistido à prisão. Durante a abordagem, ele chegou a ser algemado, e os agentes encontraram pequenas porções de substância semelhante à maconha.
Na sentença, contudo, a juíza absolveu o réu do crime de desacato. Segundo ela, o tipo penal exige dolo específico, ou seja, intenção deliberada de ofender a autoridade, o que não ficou comprovado nos autos.
Por outro lado, a magistrada entendeu que a prática de embriaguez ao volante foi plenamente comprovada, com base no auto de prisão em flagrante, no laudo do bafômetro, nos depoimentos colhidos e na confissão do próprio réu em juízo.
“Não há dúvida de que o acusado conduzia veículo automotor sob a influência de álcool. A materialidade e autoria estão suficientemente demonstradas”, escreveu a juíza.
Operação Patrono do Crime
Pauly Ramiro está preso preventivamente desde abril, após ser um dos alvos da Operação Patrono do Crime. A investigação aponta que ele atuava como integrante de uma facção criminosa, oferecendo não apenas assessoria jurídica, mas também participando de atividades ilegais como venda de armas de fogo, consulta e levantamento de dados de pessoas rivais da organização e recuperação de veículos furtados ou roubados, mediante pagamento das vítimas.
Segundo a Polícia, o advogado também tinha a função de resgatar cargas de droga que não eram apreendidas em ações policiais.
Outros episódios
Em fevereiro deste ano, Pauly foi flagrado tentando entrar na Penitenciária Central do Estado com 1,2 quilo de cigarros escondido no forro do paletó, sendo descoberto ao passar pelo scanner corporal.
Em junho de 2023, ele também foi autuado em flagrante por desacato e ameaça contra o promotor de Justiça Saulo Pires de Andrade, durante uma sessão do Tribunal do Júri em Lucas do Rio Verde.
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