Judiciario
Alvo diz que não sabia de acusações e que morte é “inaceitável”
O advogado Antônio João de Carvalho Júnior, alvo de uma representação feita na OAB/MT pelo colega Renato Gomes Nery, afirmou que não tinha conhecimento das acusações e as classificou como “levianas” e “destituídas de fundamento”.
O documento foi protocolado dez dias antes de Nery ser assassinado com um tiro na cabeça, em Cuiabá.
Em síntese, Nery acusou o advogado de se apropriar e negociar uma área que ele havia recebido como honorários de ações de reintegração de posse, na qual atuou por mais de trinta anos.

Jamais me vali de ajuda ou interferência de terceiras pessoas ou que qualquer magistrado”
No documento, ele ainda cita outros advogados, entre eles o filho de um magistrado e um ex-secretário de Estado, além de um desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que teriam agido para prejudicá-lo.
“Eu tomei conhecimento [da representação] pelos órgãos de imprensa. Nunca fui intimado, notificado ou convocado [pela OAB] para prestar esclarecimento ou qualquer resposta”, disse Antônio ao site Olhar Jurídico.
“Eu também não tenho conhecimento do nome das pessoas que ele me associa, mas eu posso afirmar que todas as alegações feitas pelo Renato Nery são levianas, destituídas de fundamento, porque eu atuei de forma técnica no processo. Jamais me vali de ajuda ou interferência de terceiras pessoas ou que qualquer magistrado”, acrescentou.
Antônio ainda acusou Nery de falsificar documentos dentro processo e disse que a representação contra ele seria uma forma dele “dar credibilidade às alegações levianas”.
“A estratégia dele é tirar credibilidade daquelas pessoas que dificultam que ele alcance os interesses dele no processo. Porque todas as alegações dele são destituídas de prova e quando elas são contrapostas com provas documentais, ele costuma fazer representações justamente para dar credibilidade às alegações levianas”, disse.
Por fim, o advogado se colocou à disposição das investigações e disse que morte de Nery é “inaceitável”.
“Eu quero esclarecer que eu me coloco à disposição da OAB, caso essa representação seja recebida e eu seja intimado para apresentar respostas. Mas o que eu posso afirmar é que, muito embora a morte do Renato tenha acontecido por uma violência inaceitável, essa fato não diminui os atos processuais por ele praticado e que estão delineados no processo, e demandam instrução probatória para comprovar de uma vez por todas, todas as falsificações que ele fez no processo”, concluiu.
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