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Empresa de “Rei do Porco é alvo de ação por dívida milionária

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O empresário Reinaldo Morais, conhecido como “Rei do Porco” (Novo), candidato a vice-governador na chapa de Wellington Fagundes (PL), é alvo junto com sua empresa, a Suinobras Alimentos, de uma ação de cobrança de R$ 5 milhões na Justiça do Paraná.

 

A Suinobras é processada pela Poli Nutri Alimentos após o descumprimento de um acordo firmado para quitar uma dívida. Como parte do acordo, a empresa de Reinaldo e seus garantidores se comprometeram a entregar imóveis para abater o valor devido.

 

Entre os bens estava uma propriedade localizada em Maringá (PR), avaliada em R$ 2,1 milhões. Segundo a Poli Nutri, porém, a transferência do imóvel não foi concluída dentro do prazo previsto, que terminou em setembro de 2022.

 

Em um desdobramento recente, ocorrido no dia 4 de agosto de 2026, a empresa recorreu da decisão proferida em abril pela 7ª Vara Cível de Maringá, onde o processo tramita, e pediu a liberação imediata dos valores retidos de suas operações comerciais.

 

A defesa alegou que a cobrança era excessiva e que o processo já contava com garantias suficientes. No entanto, em decisão recente, o juiz Bruno Henrique Golon negou o pedido e manteve os descontos que incidem diretamente sobre as vendas da empresa para grandes parceiras.

 

Patrimônio de R$ 158 milhões

 

A briga judicial envolve a cobrança de um acordo firmado entre as empresas para a quitação de débitos. Em 2024, a Justiça do Paraná acolheu recurso apresentado pela Poli Nutri após descumprimento do acordo e determinou o bloqueio de imóveis ligados a Reinaldo e à sua empresa nos municípios de Maringá (PR), Cuiabá (MT) e Itapema (SC).

 

No recurso, a Poli Nutri citou a declaração de bens apresentada por Reinaldo em 2020, quando disputou uma vaga ao Senado.

 

Na ocasião, ele informou possuir R$ 158,2 milhões em patrimônio. Na declaração mais recente, o valor informado foi de R$ 69,8 milhões, uma redução de mais da metade em relação ao patrimônio declarado anteriormente.

 

Entre os bens declarados, atualmente, estão 51,5% da Suinobras Alimentos, participação avaliada em R$ 22 milhões, e 50% da Pork Foods Indústria de Carnes, avaliada em R$ 15,5 milhões.

 

Victor Ostetti/MidiaNews

Wellington Fagundes e Reinaldo Morais Rei do Porco

O candidato ao Governo Wellington Fagundes e seu vice Reinaldo Morais, o “Rei do Porco”

Além dos valores registrados, a Poli Nutri afirmou que Reinaldo era um “empresário influente” no setor do agronegócio e na política.

 

À época, a empresa também solicitou o arresto de cotas sociais vinculadas ao empresário. O pedido, no entanto, foi negado após o juiz entender que a medida poderia ser analisada posteriormente, depois do término do prazo para pagamento voluntário e da apresentação de defesa pela parte executada.

 

Como a dívida continuou em aberto, em abril deste ano a Justiça determinou que 10% dos valores que a Suinobras tem a receber pela venda de suínos para grandes empresas, como a BRF e a Cooperativa Cooasgo, sejam retidos e depositados diretamente em uma conta judicial.

 

Ao negar o recurso da Suinobras e manter a retenção dos valores, o magistrado ressaltou que a Suinobras não demonstrou sofrer prejuízo grave que justificasse a interrupção das retenções neste momento.

 

Outros processos

 

Em Mato Grosso, a Suinobras Alimentos, empresa da qual o empresário Reinaldo Gomes de Morais, conhecido como “Rei do Porco”, é sócio, também figura como ré em ações civis públicas relacionadas a supostos danos ambientais.

 

Entre os processos está uma ação que apura a contaminação do solo e de recursos hídricos na região da Área de Proteção Ambiental (APA) Nascentes do Rio Paraguai, em Alto Paraguai. Segundo a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPE), o dano ambiental estimado no processo chega a R$ 2,86 bilhões.

 

De acordo com o documento, houve vazamento de efluentes de uma das lagoas do sistema de tratamento da granja de suínos durante 1.084 dias, entre março de 2016 e março de 2019. A investigação foi instaurada para apurar a mortandade de peixes e a contaminação de cursos d’água na região.

 

Uma perícia realizada no local apontou que cerca de 6,67 milhões de litros de resíduos deveriam ter recebido tratamento adequado durante o período.

 

Além dessa ação, a Suinobras também aparece como ré em outra ação civil pública por dano ambiental. A empresa foi alvo de fiscalizações, multas, embargos e interdições relacionados principalmente ao tratamento de efluentes de uma granja localizada em Diamantino.

 

Os registros apontam que os problemas começaram a ser identificados em 2016, quando a empresa foi embargada e interditada. Em 2018, uma fiscalização constatou o extravasamento de efluentes sem tratamento adequado.

 

No ano seguinte, novas irregularidades foram identificadas, entre elas a saturação do solo e a contaminação de um corpo hídrico por resíduos da suinocultura.

 

Uma pericia no local também apontou relação entre o extravasamento da estação de tratamento e um acidente químico na bacia do Rio Alto Paraguai.

 

Ainda em 2019, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) aplicou multa de R$ 1,02 milhão à empresa por descumprimento de embargo e armazenamento inadequado de óleo diesel.

 

Já em 2020, a Suinobras recebeu nova autuação, desta vez no valor de R$ 3,5 milhões, por operar a atividade de suinocultura sem licença ambiental e continuar descumprindo o embargo. Somadas, as duas multas chegam a R$ 4,52 milhões.

 

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Fonte: Mídianews

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