Judiciario
Empresário faz acordo de R$ 250 mil e se livra de condenação
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) homologou um acordo de não persecução penal firmado entre o Ministério Público Estadual (MPE) com o empresário Marcelo Fortes Corrêa Meyer, que havia sido condenado por envolvimento no esquema de fraudes conhecido como “Escândalo dos Maquinários”. O acordo prevê o pagamento de R$ 250 mil para encerrar o processo criminal.

As condições estipuladas são legais, voluntariamente aceitas e suficientes para a reprovação e prevenção do crime
A decisão foi assinada pelo juiz convocado Eduardo Calmon de Almeida Cézar, da Quarta Câmara Criminal.
Marcelo havia sido condenado a cinco anos de prisão, em regimem inicial semiaberto, além de pagamento de multa por fraudes em licitação.
Pelo acordo, Marcelo deverá pagar R$ 240 mil por dano moral coletivo, valor dividido em cinco parcelas mensais iguais, que será destinado à Mitra Arquidiocesana de Cuiabá para aplicação em projeto social específico.
Também ficou estabelecido o pagamento de R$ 10 mil em prestação pecuniária, em parcela única, destinada a entidade pública ou social indicada pelo Juízo da Execução Penal.
Na decisão, o magistrado considerou que o acordo atende aos requisitos legais, destacando a ausência de antecedentes criminais e a adequação das medidas para reprovação e prevenção do delito.
“A propósito, a fixação de prestação pecuniária (inciso IV do art. 28-A do CPP) e de reparação do dano moral coletivo (inciso I do art. 28-A do CPP) são medidas que não apenas impõem uma sanção de natureza patrimonial ao acusado, mas igualmente promovem uma compensação à sociedade e a entidades de interesse social pelo ilícito praticado”, escreveu o magistrado.
Além dos valores, o empresário terá de comprovar, a cada três meses, o exercício de atividade lícita pelo período de um ano e não poderá cometer nova infração penal durante o cumprimento do acordo. Caso todas as condições sejam cumpridas, a punibilidade será extinta ao final da execução.
“Portanto, as condições estipuladas são legais, voluntariamente aceitas e suficientes para a reprovação e prevenção do crime, justificando a homologação do acordo”, concluiu.
O esquema
A ação penal refere-se à compra de 705 caminhões e máquinas agrícolas no valor de R$ 241 milhões pelo Governo do Estado em 2009, na gestão de Blairo Maggi, pelo programa MT 100% Integrado. Para a aquisição, o Executivo fez empréstimo com o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES).
Segundo denúncia do Ministério Público, com base em relatório feito na época pela Controladoria Geral do Estado (CGE), a compra foi superfaturada pelos acusados em R$ 44,4 milhões.
Conforme o MPE, os acusados substituíram contratos, inserindo cláusulas novas tratando de assistência técnica e alteração do prazo de pagamento para justificar os juros embutidos nos preços.
Ainda segundo a denúncia, para justificar o superfaturamento, foram juntados ofícios com datas retroativas, produzidos pelos empresários a pedido dos ex-secretários de Estado, Vilceu Francisco Marcheti, da Infraestrutura, falecido em 2014, e Geraldo de Vitto, da Administração.
A propina fixada pelos ex-secretários para o favorecimento de determinadas empresas no procedimento licitatório, segundo o MPE, foi estimada no valor de R$ 12,2 milhões, considerando 5% do valor da aquisição.
-
Mato Grosso14 horas agoNovos juízes recebem formação sobre comunicação, gestão de crises e relação com a mídia
-
Política2 dias agoPalestra na ALMT orienta mulheres a identificar sinais de manipulação emocional e violência psicológica
-
Mato Grosso2 dias agoViolência patrimonial e endividamento de mulheres são debatidos pelo Cejusc do Superendividamento
-
Esportes2 dias agoÁrbitro relata em súmula ameaça de presidente do Cuiabá após empate na Série B: “Arrebenta ele que eu garanto”
-
Política23 horas agoDilmar Dal Bosco destaca inovação, logística e produção no Show Safra 2026 em Lucas do Rio Verde
-
Política21 horas agoApós três anos, Lei do Transporte Zero pode ser revista ou extinta se metas não forem cumpridas
-
Esportes2 dias agoÁrbitro relata em súmula ameaça de presidente do Cuiabá após empate na Série B: “Arrebenta ele que eu garanto”
-
Mato Grosso7 dias agoMinistro ouvidor do STJ propõe a ouvidores judiciais reflexão sobre empatia e acolhimento

