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Fachin suspende decisões de Mendonça e Dino sobre chefia da PF

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O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, suspendeu investigações sobre ministros da corte e decisões de André Mendonça e Flávio Dino relacionadas ao comando da Polícia Federal e decidiu retirar Alexandre de Moraes do comando do inquérito das fake news.

 

Em sua decisão, Fachin suspende todo e qualquer procedimento que trate de potencial investigação contra integrantes da corte, inclusive as apurações que abordam o elo entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que tramitam sob a relatoria de Mendonça.

 

O presidente do STF também anulou as decisões de Mendonça e Dino sobre o comando da PF. Na prática, com a decisão, o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, permanece no cargo.

 

Fachin afirmou que Moraes e Mendonça estavam deliberando sobre questões correlatas, com base em provas comuns, o que evidencia “risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual”

 

Em relação ao inquérito das fake news, Fachin decidiu tirar Moraes da relatoria, em decisão com efeitos a partir desta quarta-feira e preservando todos os atos do ministro na condução da investigação, aberta em 2019.

 

As decisões foram tomadas depois de Flávio Dino determinar a recondução de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF). Ele foi afastado do cargo por Mendonça na terça (8). Na mesma data, o próprio Fachin havia dado 72 horas para o relator se manifestar, mas Dino o atravessou em outra ação.

 

Fachin despachou no pedido da AGU (Advocacia-Geral da União), que tenta reverter o afastamento do chefe da PF. Já Dino respondeu a pedido de Andrei na investigação sobre as suspeitas de irregularidades em emendas relacionadas à produção do filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro (PL).

 

Como mostrou a Folha, Fachin reuniu auxiliares na tarde de domingo (6) para tratar do conflito. O encontro com assessores mais próximos foi chamado para articular o caminho e a forma com a qual o presidente do Supremo deverá dirigir o momento inédito.

 

Nos últimos dias, a crise escalou ainda mais, com uma troca de liminares —decisões provisórias— em que os magistrados desautorizam decisões anteriores de colegas e as do próprio presidente.

 

No fim da manhã, Fachin cancelou a sessão plenária prevista para a tarde, que julgaria processos da pauta ordinária da corte. Na terça (8), Luiz Fux também cancelou a sessão da Segunda Turma da corte, depois de o colegiado começar a julgar remotamente a manutenção de Andrei Rodrigues na chefia da PF.

 

O Supremo vive a maior crise da sua história recente desde a revelação das mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e Moraes, nas quais o ex-dono do Master pede informações sobre o andamento do processo contra o banco, além de encontros e, inclusive, questiona se deveria fugir do país.





Fonte: Mídianews

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