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Foragido é condenado a 30 anos por assassinato de empresário

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O Tribunal do Júri de Cuiabá condenou Welinton Gabriel da Silva Lacerda a 30 anos e quatro meses de prisão, em regime inicial fechado, pelo homicídio do empresário Josionaldo Ferreira de Araújo, ocorrido em 19 de dezembro de 2022, no Shopping Popular, em Cuiabá.

 

O julgamento foi realizado nesta terça-feira (3), sob a presidência do juiz cooperador do Programa Mais Júri, da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT), Humberto Resende Costa. Ele é o segundo envolvido condenado no caso. 

 

Welinton foi sentenciado pelos crimes de homicídio qualificado e participação em organização criminosa. Os jurados reconheceram que ele participou do planejamento e da organização do assassinato, embora não tenha sido apontado como autor dos disparos.

 

Segundo a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), o crime foi planejado por integrantes de uma organização criminosa e teria sido motivado pelo descumprimento de determinações relacionadas à comercialização de cigarros contrabandeados.

 

O Conselho de Sentença reconheceu ainda que o homicídio foi cometido por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.

 

A pena foi fixada em 25 anos e oito meses de prisão pelo homicídio qualificado e quatro anos e oito meses por integrar organização criminosa, além do pagamento de 15 dias-multa.

 

Na sentença, o juiz Humberto Resende Costa manteve a prisão preventiva e determinou a execução imediata da pena, com a expedição de mandado de prisão. Conforme o documento, Welinton está foragido desde novembro de 2023, quando fugiu de uma unidade prisional.

 

 

Executor condenado 

 

Em 2024, Bruno Fernandes de Souza Costa, conhecido como “Bruninho”, foi condenado a 24 anos e quatro meses de prisão pelo homicídio qualificado de Josionaldo Ferreira de Araújo. A sentença foi proferida pelo Tribunal do Júri de Cuiabá em 18 de novembro daquele ano.

 

De acordo com a denúncia do MPE, o réu atuou em conjunto com Wenderson Santos Souza, já falecido.

 

Foi apurado durante a investigação criminal que os dois chegaram ao Shopping Popular, previamente ajustados e armados, para executarem a vítima.

 

Imagens do circuito interno de monitoramento do estabelecimento, demonstram que eles não a conheciam, razão pela qual perambulavam entre os corredores ao telefone com alguém que possivelmente passava-lhes as informações.

 

“Quando Wenderson finalmente cruza com o ofendido, aponta imediatamente para seu comparsa Bruno, afirmando “É Este!”, e em questão de segundos Bruno retira a atenção da vítima, enquanto Wanderson dispara em seu desfavor a pistola Taurus .380, causando-lhe os ferimentos descritos no exame de corpo de delito que foram a causa da sua morte”, diz um trecho da denúncia.

 

Durante a fuga, segundo o MPE, os réus trocaram tiros com a Polícia Militar. “Bruninho”, que na época do crime estava com 22 anos de idade, foi preso em flagrante na posse de um revólver .38 contendo seis munições, e seu companheiro, que estava na posse de 23 munições de calibre .380 e uma pistola Taurus .380, morreu.

 

Além de Welinton Gabriel e “Bruninho”, foram denunciados e agurdam júri Gabriel Mota Braga, Lucas Leonardo Padilha da Costa, Marcos Henrique Gomes de Miranda, conhecido como “Japa”, Alexandre Magalhães de Souza e Elton John Conceição da Silva. 

 

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Fonte: Mídianews

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