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STJ mantém prisão de empresário acusado de mandar matar amigo

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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou recurso e manteve a prisão preventiva do empresário Gabriel Júnior Tacca, acusado de ser o mandante do assassinato do empresário Ivan Michel Bonotto, em setembro de 2025, no município de Sorriso (a 420 km de Cuiabá).

 

A decisão foi publicada nesta terça-feira (3), pelo ministro Joel Ilan Paciornik.

 

Gabriel está preso desde 2025, após investigação da Polícia Civil, no âmbito da Operação Inimigo Íntimo, apontar que ele teria contratado Danilo Guimarães, também preso, para cometer o crime. A suspeita é de que o assassinato tenha sido motivado por uma suposta traição envolvendo Ivan e a então esposa de Gabriel, a médica Sabrina Iara de Mello.

 

Conforme a investigação, Ivan era amigo próximo de Gabriel e de Sabrina. Morador de Tapurah, ele costumava se hospedar na residência do casal quando visitava Sorriso.

 

A defesa de Gabriel recorreu ao STJ após o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) manter a prisão preventiva do empresário. Os advogados alegaram falta de fundamentação idônea e ausência de contemporaneidade para justificar a manutenção da medida.

 

Ao analisar o caso, o ministro afirmou que a discussão sobre a existência dos requisitos e a fundamentação da prisão preventiva já havia sido examinada.

 

O magistrado também destacou que a decisão do TJMT considerou a suposta periculosidade do empresário e o modo como o crime teria sido planejado.

 

Segundo o entendimento, Gabriel teria agido com dissimulação contra uma vítima com quem mantinha relação de amizade e articulado para que um corréu desferisse os golpes fatais de arma branca, por motivação passional.

 

Na decisão, o ministro mencionou que o acusado teria agido “mediante premeditada dissimulação”, em razão de uma “suposta traição extraconjugal”.

 

“Ficou consignado que a prisão preventiva encontra respaldo na necessidade de garantia da ordem pública, sobremaneira em razão da periculosidade do paciente, aferida a partir da gravidade concreta da conduta imputada, notadamente pelo modus operandi do crime, uma vez que o paciente teria agido contra a vítima com quem tinha relação de amizade”, diz trecho da decisão.

 

O magistrado apontou ainda que a contemporaneidade da prisão preventiva não deve ser avaliada apenas pela distância temporal entre o fato e a decisão, mas pela persistência dos motivos que justificam a medida cautelar e do risco à ordem pública.

 

Relembre o caso

 

Ivan foi esfaqueado no dia 22 de março do ano passado, em um bar localizado no bairro Residencial Village, de propriedade de Gabriel. Após o crime, ele foi socorrido e encaminhada ao Hospital 3 de Maio, onde ficou internado até a data de sua morte, no dia 13 de abril.

 

Conforme revelado em investigação da Polícia Civil, Ivan era morador de Tapurah e amigo próximo do casal. Sempre que visitava Sorriso, ele se hospedava na residência de Gabriel e sua esposa, a médica Sabrina Iara de Mello.

 

Após descobrir a traição, conforme a Polícia, Gabriel contratou o comparsa, identificado como Danilo Guimarães, para executar o “amigo” em sua distribuidora em uma simulação de briga.

 

O crime foi filmado por câmeras de segurança, que mostraram que Gabriel atraiu Ivan até o local, onde ele foi atacado pelas costas e esfaqueado por Danilo

 

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Fonte: Mídianews

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