Agricultura

Governo cria política de conservação e uso sustentável de recursos genéticos

Published

on


O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), junto ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar e o Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (MMA), instituíram a Política Nacional de Conservação e Uso Sustentável dos Recursos Genéticos para a Alimentação, a Agricultura e a Pecuária por meio do decreto nº 12.097, publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (4).  

O decreto visa a conservação, o uso sustentável, a proteção e a valorização dos recursos genéticos para a alimentação, a agricultura e a pecuária; a soberania e a segurança alimentar e nutricional; a alimentação adequada e saudável; ampliar o conhecimento e a valorização dos recursos genéticos e a base genética dos programas de melhoramento realizados por instituições de pesquisa. 

Para a secretária de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo do Mapa, Renata Miranda, esta política é um importante marco para a conservação e o uso sustentável dos recursos genéticos da biodiversidade brasileira. “A política vai promover o desenvolvimento e a ampliação do uso de novas espécies e cultivares na agricultura, diversificando as fontes de alimentos e aumentando o potencial para a resiliência da produção agrícola frente as mudanças climáticas”, destacou. 

Atualmente, das seis mil espécies de plantas cultivadas para a alimentação, apenas nove respondem por 66% da produção agrícola mundial. Isso significa que existe um risco para a segurança alimentar com essa grande concentração em poucas espécies. 

Segundo o diretor de Inovação, Alessandro Cruvinel, o decreto é fruto de uma construção coletiva entre o Mapa, MMA e MDA e seguramente vai impactar na produção de alimentos global, na medida em que o Brasil é um grande player, alimentando quase um bilhão de pessoas pelo mundo. “Toda essa construção vai possibilitar mais inovação para o campo, buscando o aumento da produtividade, competitividade e sustentabilidade da produção agropecuária nacional, impactando positivamente na segurança alimentar e nutricional, segurança energética e climática”, disse Cruvinel.  

A sua construção foi baseada no desenvolvimento de uma Plataforma de Recursos Genéticos que será composta por: uma grande rede de atores que desenvolvem novas tecnologias de base genética; um sistema de informações sobre recursos genéticos conservados nas florestas, nas comunidades de produtores e nos bancos de germoplasma nacionais e três programas de conservação (in situ, ex situ e on farm).  

A coordenação da Política Nacional será realizada em conjunto entre os três Ministérios. E será formado um Comitê Gestor com representantes do governo, sociedade civil, povos indígenas, povos e comunidades tradicionais e agricultores familiares. 

Fonte: Pensar Agro





Agricultura

Polêmicas e confusões derrubam pela metade as exportações de arroz

Published

on


Depois de tanta polêmica, as exportações brasileiras de arroz caíram pela metade em junho. De acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Arroz (Abiarroz), o país exportou 62,3 mil toneladas do grão no mês passado, gerando uma receita de US$ 30,5 milhões. Em comparação com o mesmo período do ano anterior, houve uma redução de 50,1% no volume e de 34,3% na receita.

A Abiarroz atribui essa queda a diversos fatores. A retomada da safra de arroz em países asiáticos, principais concorrentes do Brasil no mercado internacional, pressionou os preços e reduziu a demanda pelas exportações brasileiras.

Além disso, as fortes chuvas e enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul, principal estado produtor de arroz do país, causaram um impacto significativo na produção e na logística. A destruição de estradas, o isolamento de regiões produtoras e as alterações no calado do Porto de Rio Grande dificultaram a colheita, o transporte e a exportação do grão.

Apesar da queda geral nas exportações, o arroz beneficiado apresentou um desempenho ligeiramente melhor. Nos primeiros seis meses de 2024, as exportações desse tipo de arroz alcançaram 446 mil toneladas, com um aumento de 16,2% em volume e de 46% em receita em relação ao mesmo período de 2023. No entanto, em junho, as vendas do arroz beneficiado também registraram queda, com uma redução de 25,2% em volume e de 13% em receita.

Os dados da Abiarroz indicam um cenário desafiador para o setor arrozeiro brasileiro nos próximos meses. A recuperação da produção no Rio Grande do Sul será gradual, e a concorrência no mercado internacional continua intensa. Além disso, a valorização do real frente ao dólar pode tornar as exportações brasileiras menos competitivas.

Fonte: Pensar Agro





Continue Reading

Agricultura

IBGE diz que safra brasileira de grãos deve totalizar 295,9 milhões: queda de 6,2%

Published

on


O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta quinta-feira (11.07), os dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de junho, revelando que a safra brasileira de grãos deve totalizar 295,9 milhões de toneladas em 2024. Essa estimativa representa uma queda de 6,2% em relação ao ano anterior, o que equivale a 19,5 milhões de toneladas a menos.

Em comparação com a previsão anterior, de maio, a nova estimativa indica um recuo de 0,3%. A área destinada à colheita, que será de 78,3 milhões de hectares, apresenta um leve aumento de 0,6% em relação a 2023, com uma variação estável de 8,2 mil hectares a mais em relação ao mês passado.

Os três principais produtos da safra — arroz, milho e soja — somam 91,6% da produção estimada e ocupam 87,2% da área cultivada. A soja, especificamente, é projetada para alcançar 146,8 milhões de toneladas, enquanto a produção de milho está estimada em 113,7 milhões de toneladas, divididas entre 23,6 milhões de toneladas na primeira safra e 90,1 milhões na segunda. O arroz deve totalizar 10,7 milhões de toneladas, e o trigo, 9,6 milhões.

Enquanto algumas culturas, como o algodão herbáceo, arroz, feijão e trigo, apresentam aumentos em sua produção, com crescimento de 9,8% para o algodão e 23,7% para o trigo, outras, como a soja e o milho, enfrentam quedas de 3,4% e 13,3%, respectivamente.

No que se refere às revisões mensais, o IBGE reportou aumentos nas estimativas de produção do feijão de terceira safra e do arroz, além de leves ajustes positivos para outras variedades de feijão e soja. Por outro lado, houve correções negativas nas previsões de sorgo, café canephora e milho, com quedas significativas em algumas culturas.

Fonte: Pensar Agro





Continue Reading

Agricultura

Santa Catarina exporta quase 1 milhão de toneladas de carnes no primeiro semestre

Published

on


Santa Catarina registrou um crescimento de 3,5% nas exportações de carnes no primeiro semestre de 2024, com em comparação ao mesmo período do ano anterior. De acordo com dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o estado exportou um total de 939,4 mil toneladas de diversas carnes, incluindo frango, suínos, perus, patos, marrecos, bovinos, entre outros. Esse é o segundo melhor resultado da série histórica, iniciada em 1997.

O estado foi responsável por 56,2% da quantidade e 58,1% das receitas das exportações brasileiras de carne suína nos primeiros seis meses de 2024. O estado exportou 331,3 mil toneladas de carne suína, um aumento de 3,6% em comparação ao primeiro semestre de 2023.

No comparativo mensal, as exportações também apresentaram crescimento. Em junho deste ano, Santa Catarina exportou 156 mil toneladas de carnes, representando um aumento de 2,8% em relação aos embarques de maio de 2024. Em termos de receita, o estado alcançou US$ 317 milhões em junho, um crescimento de 2% comparado ao mês anterior.

Apesar do aumento na quantidade exportada, houve uma queda nas receitas acumuladas do primeiro semestre. Santa Catarina arrecadou US$ 1,89 bilhão, uma redução de 8% em comparação com o mesmo período de 2023. Segundo o MDIC, essa queda nas receitas é atribuída à diminuição nas cotações das carnes no mercado internacional.

A exportação de carne suína catarinense mostrou resultados variados. Houve um aumento significativo nos embarques para alguns dos principais destinos, como as Filipinas, com altas de 54% em quantidade e 37,2% em receitas, Japão, com crescimentos de 107,6% e 97,6%, e Coreia do Sul, com aumentos de 231,3% e 156,7%. Em contrapartida, a China registrou uma queda de 43,3% na quantidade importada, resultado da recuperação da suinocultura chinesa após surtos de peste suína africana. Com isso, as Filipinas se tornaram o principal destino da carne suína de Santa Catarina, correspondendo a 22,3% das exportações.

Santa Catarina também se destacou nas exportações de carne de frango, representando 22,3% da quantidade e 23,5% das receitas geradas pelas exportações brasileiras do produto nos primeiros seis meses do ano. As exportações de carne de frango totalizaram 563,5 mil toneladas, um aumento de 3,5% em relação ao mesmo período de 2023.

Os principais destinos da carne de frango catarinense também apresentaram variações positivas. O Japão registrou um aumento de 2,2%, os Países Baixos 14,6%, e os Emirados Árabes Unidos 18,4%. No entanto, as exportações para a China, que foi o principal destino no ano passado, diminuíram 30%.

Fonte: Pensar Agro





Continue Reading

As mais lidas da semana