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Juiz não vê “fato novo” e mantém sargento da PM na cadeia

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A Justiça de Mato Grosso manteve a prisão do sargento da Polícia Militar Heron Teixeira Pena Vieira, acusado de arquitetar o assassinato do advogado Renato Nery, ocorrido em julho de 2024, em Cuiabá.

 

A decisão é do juiz Marcos Faleiros da Silva, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, e foi publicada nesta sexta-feira (10).

 

Heron está preso desde 7 de março de 2025 e já foi pronunciado para ser julgado pelo Tribunal do Júri pelos crimes de homicídio qualificado, organização criminosa, fraude processual e abuso de autoridade. A data do julgamento ainda não foi definida.

 

Na decisão, o magistrado afirmou que não há fato novo que justifique a revogação da prisão preventiva do policial.

 

“Nos termos do art. 316, parágrafo único, do CPP, procedi à reanálise dos presentes autos quanto aos fundamentos da prisão cautelar do acusado, constatando inexistir fato novo capaz de ensejar sua revogação, razão pela qual ratifico integralmente a custódia cautelar, nos termos da decisão de pronúncia”, diz trecho da decisão.

 

O juiz também concedeu prazo de cinco dias para que a defesa apresente o rol de testemunhas, junte documentos e requeira diligências, conforme prevê o artigo 422 do Código de Processo Penal.

 

A defesa deverá, ainda, informar os endereços atualizados e os telefones das testemunhas.

 

Conforme a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), Heron atuou como intermediário entre os mandantes do crime e o executor dos disparos, o caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva. Ele também teria fornecido a arma usada no homicídio e prestado apoio para a ocultação de provas.

 

As investigações apontam que o assassinato foi encomendado pelo casal de empresários Julinere Goulart Bentos e Cesar Jorge Sechide, motivado por uma disputa judicial envolvendo uma área de mais de 12 mil hectares em Novo São Joaquim, avaliada em mais de R$ 30 milhões.

 

Também respondem pelo crime os policiais militares Jackson Pereira Barbosa e Ícaro Nathan Santos Ferreira. Todos estão presos e já foram pronunciados para julgamento pelo Tribunal do Júri.

 

O crime

 

Renato Nery, de 72 anos, foi baleado na cabeça no dia 5 de julho de 2024, em frente ao seu escritório, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá.

 

Ele chegou a ser socorrido com vida e encaminhado ao Complexo Hospitalar Jardim Cuiabá, mas não resistiu aos ferimentos e morreu horas depois.

 

 


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Fonte: Mídianews

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