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Juiz nega soltar Dono da Quebrada e manda prender sobrinho

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A Justiça de Mato Grosso negou revogar a prisão preventiva de Sebastião Lauze Queiroz de Amorim, o “Dono da Quebrada”, apontado como líder de uma facção criminosa envolvida com jogos de azar, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas. 

O Estado vem cumprindo com a sua função de garantir os direitos do custodiado em sua maior extensão

 

Ele está preso desde agosto do ano passado após ser alvo da Operação Aposta Perdida, deflagrada pela Polícia Civil.

 

A decisão é assinada pelo juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, e foi publicada nesta segunda-feira (18). No despacho, o magistrado ainda decretou a prisão de Ronaldo Queiroz de Amorim Junior, sobrinho de Sebastião, que está foragido após romper a tornozeleira eletrônica.

 

A defesa do “Dono da Quebrada” alegava necessidade de tratamento em razão de cardiopatia e pediu a substituição da prisão preventiva por domiciliar.

 

Ao negar o pedido, o juiz afirmou que não há elementos concretos que justifiquem a substituição da prisão preventiva por domiciliar em razão do quadro de saúde do investigado.

 

Ele citou informações da Penitenciária Central do Estado (PCE), segundo as quais Sebastião passou por consulta com cardiologista pelo SUS e apresentou quadro clínico estável na última avaliação médica. O magistrado também destacou que não houve indicação de necessidade de internação externa.

 

Segundo ele, Sebastião tem recebido acompanhamento médico frequente, faz uso contínuo de medicamentos para tratamento cardiovascular, e segue dieta especial hipossódica.

 

Reprodução

SEBASTIAO LAUZE

“Dono da Quebrada” foi preso após ser alvo da Operação Aposta Perdida

Contudo, o magistrado determinou a realização de perícia cardiológica no prazo de 10 dias para avaliar o atual estado de saúde de Sebastião e a compatibilidade do tratamento recebido.

 

“Dos dados colhidos é possível concluir que o Estado vem cumprindo com a sua função de garantir os direitos do custodiado em sua maior extensão, não se verificando qualquer desídia, mora, negligência ou conduta dolosa que justifique o deferimento de quaisquer dos requerimentos formulados pela defesa”, registrou.

 

Investigações

 

As investigações iniciaram em dezembro de 2023, após uma reunião comunitária no bairro Jardim Liberdade, em Cuiabá, ser impedida de ocorrer por um dos investigados.

 

Na ocasião, integrantes de uma facção ameaçaram diversos pessoas, em uma tentativa de demonstração de poder. A motivação seria “política”, pois a irmã de um dos investigados era pré-candidata a vereadora e a reunião teria sido interpretada como um evento político, devido a presença de um secretário de Estado. 

 

A partir da ocorrência, foi instaurado inquérito policial na GCCO/Draco para apuração dos fatos e com avanço dos trabalhos investigativos foi possível identificar um grupo da facção criminosa estruturada para a prática de crimes na região do bairro Osmar Cabral, Jardim Liberdade e adjacentes.

 

Ainda de acordo com a Polícia, Sebastião monopolizava as práticas criminosas em alguns bairros, denominados como “quebrada”, controlando e lucrando com atividade criminosas de tráfico de drogas, estelionatos e jogos ilegais. Ele atuava sob a fachada de ações sociais e atuação como presidente do time amador.

 

Segundo a investigação, ele recebia mensalmente 10% dos lucros da plataforma de apostas ilegais, além de valores oriundos do tráfico e de golpes aplicados em plataformas de compra e venda pela internet.

 

Também foi identificado que um de seus liderados, mesmo faccionado que dissolveu mediante ameaças uma reunião de bairro, foi quem promoveu, mais tarde, as extorsões de comerciantes em Várzea Grande e Rondonópolis.

 

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Fonte: Mídianews

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