Judiciario
Justiça proíbe tenente-coronel Paccola de portar armas e sair de casa após as 21 horas
Conteúdo/ODOC – O ex-vereador por Cuiabá Marcos Paccola terá de cumprir uma série de restrições impostas pela Justiça após o trânsito em julgado da condenação que recebeu por adulteração de registros de armas de fogo para ocultar crimes atribuídos a um grupo de extermínio em Cuiabá e Várzea Grande.
Em decisão assinada na última sexta-feira (15), a juíza Mônica Perri determinou as condições para o início do cumprimento da pena de quatro anos em regime aberto. Entre as medidas impostas, Paccola está proibido de portar qualquer tipo de arma, incluindo armas brancas, como facas e canivetes, além de armas de fogo.
O tenente-coronel da Polícia Militar também deverá permanecer recolhido em casa entre 21h e 6h, comparecer bimestralmente à Fundação Nova Chance e não poderá sair das comarcas de Cuiabá e Várzea Grande sem autorização judicial.
A magistrada ainda proibiu Paccola de frequentar bares, casas de prostituição, casas de jogos, bocas de fumo e locais considerados inapropriados. Ele também está impedido de consumir bebidas alcoólicas e drogas, além de ter que atender a todas as convocações judiciais.
Na decisão, Mônica Perri alertou que qualquer descumprimento das condições poderá resultar na prisão imediata do ex-vereador e até regressão do regime prisional.
Paccola foi condenado por falsidade ideológica e inserção de dados falsos em sistemas oficiais no âmbito da Operação Coverage, deflagrada em 2019. A investigação apurou um esquema dentro da Polícia Militar voltado à adulteração de registros de armas de fogo para esconder homicídios atribuídos ao grupo de extermínio conhecido como “Mercenários”.
Segundo o Ministério Público, uma das armas adulteradas teria sido utilizada para ocultar a autoria de sete homicídios, sendo três consumados e quatro tentados, registrados entre 2015 e 2016.
Além de Paccola, também foram denunciados no caso o 2º tenente Cleber de Souza Ferreira, o tenente Thiago Satiro Albino, o tenente-coronel Sada Ribeiro Ferreira e o 3º sargento Berison Costa e Silva.
A sentença condenatória havia sido proferida em 2022, mas o processo transitou em julgado apenas em abril deste ano.
-
Saúde6 dias agoDenúncias de violência infantojuvenil crescem mais de 120% em 5 anos
-
Mato Grosso2 dias agoSeduc lança Festival Educarte para revelar talentos artísticos de estudantes da Rede Estadual
-
Política2 dias agoMesa Diretora estabelece regras para atividades da ALMT durante o período eleitoral
-
Mato Grosso4 dias agoVigia Mais MT auxilia na prisão de dois foragidos da Justiça em menos de três horas
-
Mato Grosso4 dias agoPolícia Civil prende homem investigado por exploração sexual de adolescentes
-
Mato Grosso7 dias agoPolícia Militar apreende adolescente suspeito por estupro e roubo em Novo Mundo
-
Mato Grosso3 dias agoPolícia Civil prende investigado por estupro da própria cunhada em Lucas do Rio Verde
-
Mato Grosso4 dias agoPolícia Civil captura foragida da Justiça durante investigação por fraude tributária
