Judiciario

Juíza confirma data de novo júri de investigador da PJC após bate-boca com advogados

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Conteúdo/ODOC – A juíza Mônica Catarina Perri, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, marcou para o dia 12 de maio, às 9h, o novo júri popular do investigador da Polícia Civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves, acusado de matar o policial militar Thiago de Souza Ruiz, em 2023.

O novo julgamento vai ocorrer após uma confusão envolvendo a magistrada e os advogados do réu durante o júri que era realizado em dezembro do ano passado.

Na ocasião, a juíza mandou a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) “se danar”, o que gerou repercussão e levou à suspensão do julgamento.

O Tribunal de Justiça e o Ministério Público Estadual (MPE) saíram em defesa da magistrada.

Após o episódio, a defesa do investigador tentou afastar a juíza da condução do novo julgamento. Alegou que ela teria demonstrado “protagonismo judicial exacerbado”, além de violar a paridade de armas e expor publicamente a defesa durante a sessão. O pedido, no entanto, foi negado.

A magistrada sustentou que sua atuação se limitou à condução regular dos trabalhos.

“Também não há que se falar em expressões supostamente ofensivas: as manifestações desta magistrada limitaram-se ao necessário controle da ordem e da disciplina em plenário. Eventuais apartes ou observações feitas durante momentos de acaloramento processual não tiveram cunho pessoal ou ofensivo, mas apenas objetivaram restabelecer o equilíbrio e a serenidade indispensáveis ao julgamento popular”, afirmou à época.

Relembre o caso

O caso ocorreu em 27 de abril de 2023, dentro da loja de conveniência de um posto de combustível localizado em frente à Praça 8 de Abril, em Cuiabá.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, o investigador e um amigo foram até uma loja de conveniência, onde encontraram uma terceira pessoa que apresentou a vítima aos dois. Durante a conversa, houve desconfiança mútua sobre a condição policial de ambos.

Segundo o MPE, Thiago levantou a camisa para mostrar uma cicatriz, momento em que Mário visualizou o revólver que ele trazia na cintura e se apossou da arma, afirmando que chamaria a polícia para averiguar a situação.

“Nesse ínterim, sacou da pistola que trazia consigo e apontou em direção a Thiago, após o que voltou a arma para a cintura, permanecendo com o revólver da vítima em mãos”, diz a denúncia.

Na sequência, conforme o MPE, a vítima tentou recuperar o revólver, ocasião em que os dois entraram em luta corporal e caíram no chão. Durante a confusão, testemunhas tentaram separá-los, mas Thiago acabou sendo atingido por vários disparos efetuados pelo investigador.

Mário Gonçalves responde por homicídio qualificado, com agravantes de motivo fútil e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Ele está solto desde setembro de 2023.



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