Judiciario

Juíza mantém prisão de tenente da PM acusado de tentar matar motorista após briga de trânsito em Cuiabá

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Conteúdo/ODOC – A juíza Helícia Vitti Lourenço, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, decidiu manter a prisão preventiva do tenente da Polícia Militar Rennan Albuquerque de Melo, acusado de tentar matar um motorista de aplicativo após uma discussão no trânsito, na capital. A decisão foi proferida nesta terça-feira (17).

Segundo o Ministério Público Estadual, o policial é réu por tentativa de homicídio qualificado. A vítima foi atingida por disparos na cabeça e na coxa durante o episódio ocorrido nas proximidades do Shopping Goiabeiras, na região central de Cuiabá.

De acordo com as investigações, a confusão começou após o militar colidir repetidamente contra o carro do motorista em um semáforo. Em seguida, a vítima estacionou para tratar do acidente, momento em que foi baleada. O policial ainda teria tentado simular um furto para justificar a ação. Por causa disso, a esposa dele, Karoline Miranda, também responde na Justiça por fraude processual.

Na decisão, a magistrada apontou que a gravidade do caso e o histórico do acusado demonstram risco à ordem pública. Ela destacou ainda que a conduta atribuída ao policial evidencia desprezo pela vida e pelas leis.

A defesa solicitou a revogação da prisão ou a substituição por prisão domiciliar, alegando que o tenente é responsável por filhos menores, incluindo uma criança com transtorno do espectro autista e outra com TDAH, além de um enteado com paralisia cerebral. O pedido, no entanto, foi negado. A juíza entendeu que não ficou comprovada a necessidade indispensável da presença do acusado, já que a mãe das crianças está em liberdade.

Outro ponto considerado foi o risco de interferência na investigação. Conforme a decisão, o fato de o réu ser policial e possuir posição hierárquica pode influenciar testemunhas.

O caso mais recente se soma a outros episódios envolvendo o militar. Ele já havia sido afastado da função após agredir um adolescente de 15 anos em um condomínio no bairro Santa Rosa, em 2025, durante uma discussão relacionada a danos em veículo.

Também há registro de denúncia por agressão contra um idoso de 60 anos, em março de 2024, no bairro Goiabeiras. Na ocasião, o policial teria invadido a residência da vítima sob alegação de apurar tráfico de drogas e acabou agredindo o morador.

Além disso, Rennan responde por homicídio ocorrido em 2022, quando Ítalo Rafael Almeida Rocha foi morto com tiros pelas costas durante uma abordagem policial em Cuiabá. Segundo a acusação, o jovem tentava fugir quando foi perseguido e atingido por diversos disparos.

Para a magistrada, a soma dos episódios reforça a necessidade da prisão preventiva como forma de evitar novos crimes e garantir o andamento do processo.





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