Judiciario

Jurado passa mal, é internado e juiz suspende júri de acusados

Avatar photo

Published

on


O Tribunal do Júri dos três acusados de envolvimento no assassinato do advogado Roberto Zampieri, de 57 anos, foi suspenso na manhã desta quarta-feira (29), após um dos jurados passar mal, no Fórum de Cuiabá. Ainda não há uma nova data para a retomada da sessão.

Para preservar a saúde do jurado, bem como de todos os presentes, decido pela dissolução do conselho

 

O julgamento teve início na terça-feira (28) e apura a participação de Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas na execução do advogado, morto a tiros em dezembro de 2023. 

 

A previsão era que nesta quarta fosse ouvida a última testemunha e, na sequência, tivessem início os debates entre acusação e defesa.

 

Ao anunciar a suspensão do júri, o juiz José Mauro Nagib Jorge, da 11ª Vara Criminal de Cuiabá, informou que um dos jurados apresentou problemas de saúde durante a noite e precisou de atendimento médico prestado pela equipe do Tribunal de Justiça.

 

Segundo o magistrado, o jurado está com o peito comprometido e deverá ser submetido, com urgência, a uma tomografia para avaliação do quadro clínico, inicialmente tratado como uma infecção viral.

 

Com isso, o magistrado dissolveu o Conselho de Sentença. Ele informou ainda que uma nova data para o julgamento será definida posteriormente e que eventuais requerimentos das partes serão analisados em ata.

 

“Diante dessa relevante questão e para preservar a saúde do jurado, dos demais jurados que tiveram contato com ele e que podem ser prejudicados pelo quadro viral, bem como de todos os presentes, decido pela dissolução do Conselho de Sentença”, afirmou.

 

Primeiro dia

 

O primeiro dia de julgamento foi marcado pelo depoimento de seis testemunhas, entre elas os delegados da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Nilson Farias e Edison Pick, responsáveis pelas investigações, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo.

 

Durante as oitivas, Nilson Farias afirmou que ligações telefônicas realizadas por Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas antes e logo após o assassinato chamaram a atenção da Polícia Civil e foram determinantes para que ele fosse apontado como financiador da execução.

 

Já Marco Bontempo detalhou a análise do material extraído do celular de Hedilerson. Conforme o delegado, imagens e capturas de tela armazenadas na galeria do aparelho revelam conversas entre ele, Antônio e Caçadini sobre a execução do advogado.

 

Segundo Bontempo, o conteúdo reforça a tese da investigação de que Hedilerson atuou como intermediário entre o executor e o financiador do homicídio.

 

Ainda conforme a Polícia Federal, entre as mensagens encontradas está uma enviada por Hedilerson a Caçadini logo após o assassinato com a frase “Coronel, missão cumprida”, considerada um dos principais indícios da participação dos acusados.

 

As investigações apontam que o homicídio foi motivado por uma disputa envolvendo a Fazenda Lagoa Azul, em Paranatinga, avaliada em cerca de R$ 100 milhões. 

 

O fazendeiro Aníbal Manoel Laurindo e a esposa dele, Elenice Ballarotti Laurindo, apontados pelo Ministério Público como mandantes do crime, respondem ao processo em uma ação penal separada.

 

Veja:

 

 

Leia mais: 

 

Após revelações de delegados, júri de acusados entra no 2º dia

 





Fonte: Mídianews

Comentários
Continue Reading

CIDADES

POLÍTICA

POLÍTICA

MATO-GROSSO

GRANDE CUIABÁ

As mais lidas da semana