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Júri de acusados de assassinato entra na fase de debates entre acusação e defesa na capital

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Conteúdo/ODOC – O julgamento dos três acusados de envolvimento no assassinato do advogado Roberto Zampieri chega à fase de debates entre acusação e defesa nesta quinta-feira (1), no Tribunal do Júri de Cuiabá. Após dois dias de depoimentos e interrogatórios, os jurados ouvirão os argumentos das partes antes de decidir o veredicto.

Uma das declarações que marcaram a sessão de quarta-feira (30) partiu de Antônio Gomes da Silva. Ao ser questionado sobre o que sentiu depois do homicídio, ele respondeu: “missão cumprida”.

Antônio também confirmou que recebeu uma foto de Zampieri quando ainda estava em Belo Horizonte (MG). Durante o interrogatório, apontou o envolvimento de Hedilerson Fialho Martins Barbosa, mas evitou falar sobre uma possível participação de Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, o coronel Caçadini.

Hedilerson, ouvido na sequência, negou ter participado do assassinato. Apesar disso, reconheceu que era dono da arma utilizada por Antônio no crime.

Já Caçadini afirmou que conheceu Antônio em setembro de 2023, quando o contratou para reformar seu escritório. O coronel também relatou proximidade com o empresário Aníbal Manoel Laurindo, apontado pelas investigações como um dos mandantes da morte do advogado, e disse que os dois conversavam com frequência.

A sessão se estendeu por aproximadamente dez horas e terminou à noite. Além dos interrogatórios, o juiz José Mauro Nagib Jorge analisou uma tentativa da defesa de Antônio de interromper o julgamento.

Os advogados solicitaram que o acusado fosse julgado separadamente e passasse por uma avaliação para apurar sua condição mental. Como alternativa, pediram que os jurados respondessem a perguntas específicas sobre sua capacidade de compreender o crime e de responder por seus atos.

Os promotores se posicionaram contra as solicitações, e o magistrado rejeitou os pedidos, mantendo o andamento do júri.

Nesta quinta-feira, a acusação será conduzida pelos promotores Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso. A sessão permanece sob a presidência de José Mauro Nagib Jorge, titular da 11ª Vara Criminal de Cuiabá.



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