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Justiça manda soltar irmãos donos de loja em recuperação em MT

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O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou a soltura dos irmãos Álvaro Jabur Maluf e Paulo Jabur Maluf, donos da Camisaria Colombo, nesta segunda-feira (25).

 

Eles estavam presos desde a última quinta-feira (21) por esquema de fraude de R$ 21 milhões e ocultação de patrimônio.

 

De acordo com o UOL, a soltura foi determinada porque a Polícia Civil do Estado não pediu a prorrogação das prisões.  A decisão foi autorizada pelo juiz Fernando Deroma de Mello, da 1º Vara de Crimes Tributários. 

 

Segundo a Polícia, eles permaneceram detidos pelo período necessário para prestar esclarecimentos relevantes para a investigação. 

 

A Secretaria de Segurança afirmou ao Uol que ambos estão colaborando com as investigações e forneceram acesso aos seus dispositivos eletrônicos apreendidos, além de contribuírem para os próximos passos da apuração, que está em andamento. 

 

O caso é de responsabilidade da Divisão de Crimes Cibernéticos da Polícia Civil, que afirmou estar mobilizada nas investigações. 

 

A defesa dos irmãos Álvaro e Paulo disse que a inocência deles será provada. 

 

A Camisaria Colombo foi fundada em 1917, em São Paulo, por Aziz Jabur Maluf. Por cerca de 70 anos a empresa permaneceu com um único ponto de venda, e começou a se expandir em 1990, quando Álvaro e Paulo lançaram a sua primeira filial.

 

Em março de 2020, a Justiça de Mato Grosso acolheu pedido de recuperação judicial de R$ 1.885 bilhão da empresa. A ação tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá.

 

O caso

 

Os irmãos Álvaro Jabur Maluf e Paulo Jabur Maluf foram presos na quinta-feira, quando a Polícia Civil de São Paulo expediu quatro mandados de prisão, para eles e outros dois envolvidos no esquema, o representante legal da BS Capital e um funcionário de uma empresa de gestão de valores, Bruno Gomes de Souza e Mauricio Miwa. 

 

Além das prisões, a Justiça também autorizou o cumprimento de mais 12 mandados de busca e apreensão na Capital de São Paulo e nas cidades interioranas Birigui e Avaré, e em Brasília.

 

O grupo criminoso, formado por pelo menos sete pessoas, é investigado por fraude contra credores e ocultação de patrimônio. Os outros investigados são pessoas beneficiadas pelos valores transferidos da conta da BS Capital.

 

As investigações foram iniciadas em dezembro de 2024, quando a instituição financeira PagSeguro fez uma denúncia de fraude tecnológica, aproveitando uma vulnerabilidade no sistema da instituição. 

 

Os investigados exploraram essa vulnerabilidade para criar créditos inexistentes e movimentar valores em diversas contas bancárias. Nessas operações foram transferidos cerca de R$ 21 milhões para uma conta BS Capital. 

 

Até o momento, as investigações apontam que o objetivo do esquema era ocultar bens e valores em processo de recuperação judicial da Camisaria Colombo, dando prejuízo aos credores do sistema financeiro nacional.

 

Leia mais:

 

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Fonte: Mídianews

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