Judiciario
Justiça mantém prisão de advogada acusada de integrar facção
A Justiça de Mato Grosso manteve a prisão da advogada Jackeline Santana da Silva Nascimento, de 38 anos, presa na quinta-feira (26), em Várzea Grande, acusada de integrar um grupo envolvido em um esquema de tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro que atuava também na Capital.
A audiência de custódia foi realizada na tarde de quinta pelo juiz Wladymir Perri, da 3ª Vara Criminal de Várzea Grande.
“Esclarecida a cidadã custodiada no que consiste a presente solenidade e feito os questionamentos de praxe, não constatei nenhuma ilegalidade na prisão, até porque a decisão partiu de autoridade competente, no caso, por este juízo da 3ª Unidade Judiciária de V. Grande, pelo qual foi esclarecido os motivos da prisão”, escreveu.
Jackeline foi alvo da Operação Iter Mali, que cumpriu 28 mandados judiciais, sendo nove de prisão preventiva, nove de busca e apreensão domiciliar, além de 10 bloqueios de contas bancárias e indisponibilidade de valores dos investigados.
Conforme o delegado Marcelo Miranda Muniz, da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), responsável pela investigação, a advogada prestava serviços jurídicos e agia ativamente na contabilidade do grupo.
Jackeline também é companheira de um dos principais criminosos investigados no esquema, que já responde a inquérito policial que tramita na Denarc (Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos), por tráfico de drogas e associação para o tráfico.
Em ação policial anterior, foram apreendidos na residência da jurista uma pistola de calibre 9 mm, um carregador com 25 munições, além de um cofre contendo mais de R$ 10,7 mil em espécie, valor proveniente da venda ilícita das drogas ilícitas.
A investigação
As investigações começaram em 2024, após cumprimento de um mandado de busca e apreensão que resultou na apreensão de entorpecentes e dinheiro oriundo do tráfico, sendo descoberta a existência de uma complexa associação voltada ao narcotráfico.
Na ocasião, foi identificada uma rede estruturada, com papéis bem definidos entre os membros, sendo o líder responsável pelo fornecimento das drogas, um operador encarregado do fracionamento, embalagem e distribuição, e demais integrantes responsáveis pela venda nas “bocas de fumo”, além de um investigado que utilizava contas de terceiros para movimentar os recursos obtidos com o tráfico.
Foi apurado o uso sistemático de termos codificados nas conversas entre os investigados, tais como “parafuso”, “bala” e “farinha”, para designar os entorpecentes comercializados, o que evidenciou a sofisticação do grupo, que realizava transações diárias com expressivas quantidades de drogas.
Estrutura Criminosa
A divisão de tarefas dentro do grupo criminoso era dividida por liderança e fornecimento, responsável por adquirir as drogas e distribuí-las aos demais integrantes para a venda, determinando quantidades e organizando a logística do grupo; operação e distribuição, onde ficavam os encarregados de fracionar, embalar e entregar as drogas para os pontos de venda, atuando como intermediário entre a liderança e os vendedores.
Também havia os pontos de venda, e o operador financeiro/jurídico, que era administrado pela advogada que utilizava contas de terceiros, transferências via PIX e outros mecanismos para movimentar os valores provenientes do tráfico, dificultando o rastreamento financeiro, configurando indícios de lavagem de dinheiro.
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