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Justiça nega prisão de empresário, mas impõe uso de tornozeleira

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A Justiça de Mato Grosso negou o pedido de prisão preventiva do empresário e policial civil Walter Luís da Silva Matos, de 48 anos, conhecido como “Waltinho Produções”, investigado por ameaçar e agredir a ex-companheira, Thayane Moura, de 27 anos.

 

A decisão é da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Cuiabá e foi publicada nesta terça-feira (14). O processo está sob sigilo. 

 

A reportagem apurou que a decisão impõe o uso de tornozeleira eletrônica pelo investigado.

 

Já a vítima recebeu medidas protetivas, entre elas o botão do pânico e acompanhamento da Patrulha Maria da Penha.

 

O caso

 

O suposto crime teria ocorrido na madrugada da última sexta-feira (10), em Cuiabá. De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima estava na boate Valley quando o ex-companheiro começou a enviar mensagens ameaçadoras, dizendo que a mataria caso ela não deixasse o local.

 

Assustada, Thayane teria deixado a boate, e quando chegou em sua casa, encontrou o ex-companheiro esperando em frente à residência. 

 

Segundo o relato da mulher, ela foi agredida com puxões de cabelo, teve tufos arrancados e ficou com várias escoriações pelo corpo. Ainda conforme Thayane, ela fugiu e pediu ajuda a alguns homens que trabalhavam em uma empresa de ônibus nas proximidades, mas estes teriam segurado ela.

 

Durante a confusão, Thayne teria caído, momento em que afirmou ter tido a mão pisoteada ao tentar usar o celular para gravar a violência, conforme consta no boletim de ocorrência.

 

Após o ataque, o empresário teria fugido do local, mas segundo ela, continuou enviando mensagens ameaçadoras, afirmando que “não vai acontecer nada com ele, porque é policial civil e empresário influente na cidade”.

 

Ao MidiaNews, ele negou as acusações. “Sobre a notícia, os fatos não ocorreram da forma narrada. Minha advogada, Dra. Bárbara Monteiro, está tomando as diligências necessárias para apurar a situação e preparar uma nota oficial de defesa”, afirmou.

 

A vítima foi encaminhada pela Polícia Militar à Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá (DEDM). Após ser ouvido pela delegada Judá Marcondes, o empresário foi liberado.

 

Em nota, a Polícia Civil informou que o caso também é investigado pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil.

 

 





Fonte: Mídianews

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