Judiciario
Justiça proíbe empresário de entrar na Câmara de Cuiabá
A Justiça proibiu o empresário José Márcio da Silva Cunha de frequentar a Câmara Municipal de Cuiabá no âmbito da Operação Perfídia, assim como os vereadores Chico 2000 (PL) e Sargento Joelson (PSB), que foram afastados do cargo.
A ação foi deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta terça-feira (29) e investiga supostos crimes de corrupção envolvendo a construtora responsável pela obra do Contorno Leste e os parlamentares.
A informação consta no mandado judicial cumprido na Câmara Municipal nesta manhã. O documento é assinado pela juíza Edna Ederli Coutinho, do Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo).
José Márcio teria atuado como intermediário entre a empresa e os vereadores.
Ainda não há confirmação oficial sobre qual empresa é o alvo da operação, mas sabe-se que a obra foi conduzida pelas construtoras HB20 e Terranorte.
Além do empresário e dos vereadores, dois funcionários da empresa envolvida também são alvos da operação.
Operação Perfídia
Ao todo, a Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) cumpriu 27 ordens judiciais contra os cinco alvos, sendo mandados de busca e apreensão, quebra de sigilo de dados telefônicos e eletrônicos, além de sequestro de bens, valores e imóveis, contra cinco investigados.
As investigações tiveram início a partir de denúncia recebida pela Deccor em 2024, noticiando que vereadores teriam solicitado a um funcionário da empresa propina para a aprovação de matéria legislativa que possibilitou o recebimento de pagamentos devidos pelo município à empresa no ano de 2023.
Conforme a Polícia, uma parte dos valores foi depositada em conta indicada por um dos vereadores, e há indícios de que a outra parte tenha sido paga em espécie ao parlamentar, no interior de seu gabinete na Câmara, onde as negociações teriam ocorrido.
Os investigados também foram proibidos de manter contato entre si e com testemunhas e servidores da Câmara, e de acessar as dependências do órgão legislativo ou as obras do “Contorno Leste”. Eles também não podem se ausentar da cidade sem autorização judicial. Além disso, devem entregar seus passaportes.
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