Judiciario
MPE diz que advogado de viúva tumultua ação e pede sua retirada
O Ministério Público Estadual pediu à 12ª Vara Criminal de Cuiabá a destituição do representante da viúva de Roberto Zampieri como assistente de acusação no processo que investiga o assassinato do advogado.
O assistente de acusação é o também advogado Giovane Santin, que foi indicado pela viúva Adriana Ribeiro Garcia Bernardes Zampieri.
“Observa-se que o assistente não está contribuindo com a atuação ministerial, celeridade processual e esclarecimentos dos fatos, mas pelo contrário, está tumultuando o feito com vistas tão somente aos interesses privados da ‘vítima’ e de eventuais ‘terceiros interessados’. Sendo assim, não resta outro caminho senão a sua exclusão”, consta no documento.
O pedido foi protocolado nesta quarta-feira (7) e assinado pelos promotores Samul Frungillo, Jorge Paulo Damante Pereira e Marcelle Costa e Faria. O requerimento ainda precisa ser analisado pela Justiça.
O argumento dos promotores é de que a assistência de acusação atua como um espécie de “assistente do Ministério Público”. Ocorre que, para eles, Santin tem atuado de modo contrário.
É que, enquanto Santin está atuando para que a Justiça devolva o aparelho celular de Zampieri e destrua todos os dados extraídos do HD externo dele, o Ministério Público Estadual quer a preservação e permanência dos dados.
Para os promotores, a atuação de Santin no processo é “insustentável”.
“Resta evidente, portanto, o conflito de interesses (público e privado) entre o órgão ministerial e a Assistência, de modo que não se revela razoável e/ou compatível a sua manutenção na qualidade de “assistente de acusação”. Na verdade, torna-se insustentável sua permanência no processo nessa condição, uma vez que a posição assumida pelo assistente é manifestamente contrária ao Ministério Público, opondo-se frontalmente ao sentido teleológico da assistência”, argumentaram.
O crime
Roberto Zampieri foi assassinado no 5 de dezembro de 2023 em frente de seu escritório, no bairro Bosque da Saúde, na Capital.
Ele havia acabado de sair do escritário e entrado em seu Fiat Toro, quando foi atingido por dez disparos de pistola.
Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e o coronel reformado do Exército Brasileiro, Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas foram denunciados e respondem a ação penal.
Antônio é acusado de ser o executor, enquanto Hedilerson seria o intermediário e Caçadini o financiador do crime.
Já o fazendeiro Aníbal Manoel Laurindo foi indiciado por ser o suposto mandante do crime.
A suspeita é de que o crime teria sido cometido por conflito envolvendo disputa de terra.
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