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MPE pede investigação no DAE após vídeo com ex-presidente

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A 1ª Promotoria de Justiça Cível de Várzea Grande recomendou à Prefeitura a instauração de procedimento administrativo para apurar a conduta do ex-diretor-presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE), Rogério de França Martins (PSDB), o Rogerinho da Dakar, após a divulgação de um vídeo em que ele aparece recebendo maços de dinheiro.

 

O Ministério Público Estadual (MPE) também recomendou que o município avalie a necessidade de afastamento do gestor durante o andamento das investigações.

 

Nesta terça-feira (19), porém, a prefeita Flávia Moretti (PL) já anunciou a mudança no comando da autarquia. Rogerinho deixou a presidência e retornou à Câmara Municipal, onde assumiu a liderança do Governo. Para comandar o DAE, a prefeita nomeou o servidor José Carlos de Andrade.

A recomendação foi expedida no âmbito de um inquérito civil instaurado para verificar se os valores recebidos por Rogerinho têm relação com o exercício do cargo, com recursos públicos ou com interesses de terceiros vinculados à autarquia.

 

Segundo o Ministério Público, os fatos apurados podem configurar infrações administrativas, atos de improbidade administrativa e até crimes contra a administração pública, caso sejam confirmadas irregularidades. 

De acordo com a investigação, o vídeo divulgado pela imprensa mostra o então presidente do DAE sentado diante de uma mesa no momento em que recebe um maço de dinheiro, que posteriormente seria guardado no bolso da calça. Em outro trecho das imagens, uma sacola contendo valores em espécie é entregue ao ex-gestor. O material audiovisual foi analisado pela Promotoria de Justiça responsável pelo caso. 

O Ministério Público também considerou a divulgação de um áudio atribuído a Rogerinho, no qual ele solicita apoio de membros e servidores da Câmara Municipal para justificar o episódio registrado nas imagens.

 

A Promotoria cita ainda a existência de outra investigação relacionada a supostas irregularidades no DAE, envolvendo o pagamento de produtividade a servidores e possível desvio de recursos públicos. 

Segundo a promotora de Justiça Taiana Castrillon Dionello, a medida busca assegurar a adequada apuração dos fatos e o cumprimento dos princípios que regem a administração pública.

 

“A Administração Pública tem o dever de investigar toda situação que possa comprometer a legalidade, a moralidade e a confiança da população nas instituições. Nossa recomendação visa justamente garantir que os fatos sejam esclarecidos e que as providências cabíveis sejam adotadas.”, explicou. 

Na notificação, o Ministério Público concedeu prazo de dez dias para que o município informe as medidas adotadas e encaminhe documentos que comprovem o atendimento da recomendação.

 

Além disso, as informações apuradas foram compartilhadas com a Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), para conhecimento e eventual adoção das providências cabíveis.





Fonte: Mídianews

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