Política
Pivetta é surpreendido por denúncia sobre Delegacia da Mulher de VG e promete apurar situação
O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou nesta quinta-feira (3) que irá verificar as condições de funcionamento da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher e Vulneráveis de Várzea Grande após ser questionado sobre denúncias de precariedade na unidade. A cobrança ocorreu durante uma sabatina promovida pela Aliança do Setor Produtivo, em Cuiabá.
Durante a entrevista, Pivetta disse que não tinha conhecimento dos problemas relatados e decidiu buscar informações imediatamente. Ao ser questionado sobre a situação, o governador chegou a interromper a conversa para tentar entrar em contato com responsáveis pela unidade.
“Vou ligar lá para saber”, declarou Pivetta. Em seguida, ele tentou falar com uma escrivã da delegacia e, posteriormente, recebeu uma ligação da delegada Maidel, responsável pela área dentro do governo. Após buscar esclarecimentos, informou que uma manifestação oficial deverá ser apresentada sobre os questionamentos levantados.
A denúncia envolve principalmente falta de efetivo, sobrecarga dos policiais e dificuldades no atendimento durante o período noturno. A unidade passou a funcionar ininterruptamente em 6 de maio deste ano, mas relatos publicados nesta semana apontam que mulheres que procuram atendimento durante a noite e a madrugada não encontram psicólogos e assistentes sociais de plantão.
Outro problema relatado é o transporte das vítimas para atendimento médico e realização de perícia no Instituto Médico Legal (IML), em Cuiabá. Segundo as denúncias, em uma das situações, até sete vítimas teriam sido transportadas simultaneamente em uma única viatura, o que levantou questionamentos sobre a estrutura disponível para garantir o atendimento adequado.
Pivetta afirmou que, até então, sua informação era de que o serviço estava funcionando normalmente. “Você está me dando uma informação que eu não tinha. Até onde eu sei, está funcionando bem”, disse.
O governador também citou a formação de novos profissionais da segurança pública como uma medida para ampliar o efetivo. “Nós chamamos 1.450 agentes de todas as forças de segurança que estão fazendo academia. Então, eventual falta de pessoal vai ser suprida”, afirmou.
A legislação estadual determina que as Delegacias Especializadas de Defesa da Mulher funcionem 24 horas e tenham recursos humanos e materiais suficientes para garantir atendimento especializado às vítimas.
Agora, a expectativa é de que o governo apresente esclarecimentos sobre as condições da unidade de Várzea Grande e eventuais medidas para corrigir os problemas apontados.
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