Judiciario
STF nega manobra de ex-secretário para derrubar a Sodoma
O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou habeas corpus apresentado pelo ex-secretário de Estado de Fazenda Marcel de Cursi, que pedia a anulação de todas as ações penais referente à Operação Sodoma. A decisão foi publicada na segunda-feira (13).
Deflagrada em 2015, a operação investigou o recebimento de milhões em propina por meio da concessão de incentivos fiscais ilegais a empresas entre os anos de 2011 e 2014, durante a gestão Silval Barbosa. Cursi ficou preso por quase dois anos e foi condenado a 12 anos de prisão pelos crimes de organização criminosa e concussão.
No recurso, o ex-secretário buscava reverter decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que negou declarar a suspeição da juíza aposentada Selma Arruda na condução dos processos, sob o argumento de que ela teria participado de interrogatório prévio dos acusados, usado a toga para fins eleitorais e praticado coação e tortura contra investigados.
Selma foi eleita senadora por Mato Grosso em 2018, mas acabou cassada em 2020.
Na decisão, porém, Fachin afirmou que o recurso não se baseava nos fundamentos da decisão do STJ, mas em uma decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
O ministro destacou ainda que a jurisprudência do STF determina que recursos não podem ser conhecidos quando as alegações são genéricas ou repetem argumentos já apresentados sem uma nova análise substancial. No caso, o recurso de Cursi não trouxe novos argumentos suficientes para justificar a revisão.
Além disso, Fachin reiterou que, conforme a jurisprudência do STF, o habeas corpus não deve ser utilizado para contestar decisões monocráticas sem que as instâncias inferiores tenham se manifestado sobre o tema.
No caso específico, não havia uma decisão colegiada sobre o fundo da questão, o que impediria o STF de analisar o recurso.
Operação Sodoma
Marcel é réu em ações penais oriundas das quatro primeiras fases da Operação Sodoma.
De acordo com confissões de Silval, o ex-secretário era o responsável pela elaboração de leis e decretos que atendessem aos interesses do grupo criminoso instalado no Governo do Estado, entre os anos de 2011 e 2014.
O ex-governador afirmou que Cursi efetuava pagamentos via Sefaz, das suplementações elaboradas pela Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan), como, por exemplo, as desapropriações no ano de 2014, que visavam o recebimento de propina.
-
Cuiaba5 dias agoMutirão Fiscal orienta sobre adesão e condições para regularizar de débitos em Cuiabá
-
Cuiaba5 dias agoMulta por descarte irregular de agulhas pode chegar a R$ 4,2 mil em Cuiabá
-
Esportes2 dias agoPalmeiras vence Fluminense e sai na frente por vaga na final da Libertadores
-
Mato Grosso2 dias agoSeciteci oferece 500 bolsas gratuitas para curso técnico em apoio à pessoa com deficiência no ambiente escolar
-
Política Nacional3 dias agoLula garante versão universitária do “Pé de Meia” caso seja reeleito
-
Mato Grosso1 dia ago
503 Service Unavailable
-
Polícia2 dias agoVídeo mostra adolescente sendo perseguido e morto a facadas após briga em MT
-
Várzea Grande2 dias agoVárzea Grande autoriza inclusão de noções da Lei Maria da Penha no currículo escolar
