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STJ mantém preso acusado de matar homem a tiros em evento

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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a prisão preventiva de Eurimar da Silva Leal, investigado por matar Cleison Souza Nunes a tiros durante uma competição de cavalos em São José do Xingu (931 km de Cuiabá), após uma discussão sobre o volume de um equipamento de som.

 

A dinâmica esclarecida pela prova testemunhal revela modus operandi violento

A decisão, publicada nesta quarta-feira (4), é do ministro Ribeiro Dantas, que rejeitou o pedido da defesa para revogar a prisão ou substituí-la por medidas alternativas, como o uso de tornozeleira eletrônica.

 

O crime ocorreu na madrugada de 16 de agosto deste ano, durante um evento com grande circulação de pessoas. Segundo a investigação, Eurimar teria disparado cerca de cinco vezes contra Cleison após um desentendimento relacionado ao som de um veículo.

 

Uma testemunha relatou que a discussão começou quando Eurimar pediu que o volume fosse reduzido. Cleison teria respondido que havia solicitado acesso à internet e uma tomada para carregar o equipamento, mas não foi atendido.

 

Em seguida, o investigado teria ido até seu veículo, retornado armado e atirado contra a vítima, que estava dentro de um carro.

 

A testemunha, que também estava no automóvel, afirmou ter fugido ao ouvir os disparos. Ela identificou Eurimar como autor dos tiros e disse que não houve agressão física antes do ataque.

 

Violência e fuga

 

Ao manter a prisão, Ribeiro Dantas destacou a violência da ação, a quantidade de disparos e a desproporção entre o motivo da discussão e a conduta atribuída ao investigado.

 

“A dinâmica esclarecida pela prova testemunhal revela modus operandi violento, com conduta de acentuada gravidade concreta, praticada sem qualquer pudor, em pleno evento público, na presença de pluralidade de pessoas, mediante aproximadamente cinco disparos de arma de fogo contra a vítima, inclusive pelas costas — dificultando sua defesa —, tendo como motivação, segundo o próprio relato testemunhal, mero descontentamento do investigado quanto ao volume de equipamento de som, circunstância que evidencia manifesta desproporção entre a causa e a violência empregada”, afirmou.

 

Outro fator considerado foi a fuga de Eurimar após o homicídio. Segundo a decisão, ele deixou o local e não foi encontrado pelas autoridades naquele momento.

 

A arma supostamente utilizada no crime também não foi localizada. No veículo do investigado, porém, foram apreendidos um coldre e munições intactas.

 

O ministro considerou que esses elementos justificam a manutenção da prisão preventiva e ressaltou que a fuga após o crime pode fundamentar a medida mesmo quando o investigado se apresenta posteriormente à polícia.

 





Fonte: Mídianews

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