Judiciario
TJ nega domiciliar a ex-mulher de PM envolvida em farsa envolvendo o nome de Zuquim
Conteúdo/ODOC – A Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso negou conceder prisão domiciliar a cabeleireira Laura Kellys Bezerra da Cruz, acusada de participação no episódio envolvendo a entrega de um envelope com R$ 10 mil em nome do presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira.
Laura está presa preventivamente desde 22 de agosto. Ela é ex-mulher do Jackson Pereira Barbosa, que também está preso.
O colegiado acompanhou, por unanimidade, o voto do relator, desembargador Gilberto Giraldelli. O acórdão foi publicado nesta segunda-feira (8).
Giraldelli destacou que não ficou comprovada a imprescindibilidade materna alegada pela defesa, que pediu a substituição da prisão sob o argumento de que ela é mãe de duas crianças menores de 12 anos.
Além disso, citou a gravidade concreta dos fatos, que envolvem o uso da identidade do presidente do TJMT para fins ilícitos, o que causou risco à fé pública e à credibilidade da instituição.
Segundo o magistrado, o benefício de prisão domiciliar não é automático e pode ser negado em situações excepcionais, especialmente quando há risco à ordem pública. Ele ressaltou que não há informações sobre quem está cuidando das crianças, onde elas estão ou se há quadro de vulnerabilidade e que, após três meses de prisão, elas já estariam sob os cuidados de terceiros.
“No caso concreto, a ausência de demonstração da imprescindibilidade materna e a gravidade dos fatos imputados justificam a manutenção da prisão preventiva como medida proporcional à proteção da ordem pública e da credibilidade institucional”, afirmou Giraldelli.
Relembre o caso
Laura, o ex-marido dela, Jackson Pereira Barbosa, e o policial militar Eduardo Soares de Moraes estão presos e são investigados por associação criminosa, falsidade ideológica e uso de identidade falsa.
O grupo é acusado de usar o nome e a foto de Zuquim em um aplicativo de transporte para simular a entrega do envelope dentro do Fórum de Cuiabá. A ação foi frustrada quando o motorista contratado achou a situação suspeita e procurou a segurança do prédio.
Câmeras do Fórum registraram o momento em que o PM Eduardo entregou o pacote ao motorista. Ao chegar ao TJ, ele relatou a desconfiança e entregou o envelope a uma servidora, que identificou a farsa.
Em depoimento, Eduardo afirmou ter agido a pedido de Laura, ex-esposa do policial Jackson, que já está preso por suspeita de intermediar o assassinato do advogado Renato Nery, em julho de 2024.
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