Judiciario
CNJ mantém afastado juiz de MT suspeito de vender sentenças
O plenário do CNJ decidiu nesta terça-feira, 22, manter o afastamento do juiz Ivan Lúcio Amarante, da Comarca de Vila Rica. O Conselho ratificou liminar proferida no último dia 11 pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques.
O juiz Ivan Lúcio é investigado por suspeita de recebimento de vantagens indevidas, em um possível esquema de venda de decisões.
Investigação foi desencadeada após apreensão do celular do advogado Roberto Zampieri, morto em dezembro do ano passado em Cuiabá.
O relator afirmou haver “indícios suficientes para que se leve a cabo uma investigação mais consentânea com a gravidade dos fatos narrados”.
Ao consentir com o parecer, o presidente do CNJ e do STF, ministro Luís Roberto Barroso, destacou que a decisão se baseia “numa incomum proximidade entre o magistrado e um falecido advogado, e uma suspeita razoavelmente fundada de que recebia vantagens indevidas”.
Ivan Lúcio é o terceiro magistrado afastado por suposto envolvimento no esquema investigado. Em agosto deste ano, os desembargadores João Ferreira Filho e Sebastião de Moraes Filho também foram afastados.
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