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STJ nega soltar acusado de liderar esquema de R$ 20 milhões em MT

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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou um pedido de liberdade provisória ao empresário Jonathan Rosa Vieira Bispo, suspeito de liderar um esquema de pirâmide financeira que teria movimentado R$ 20 milhões.

 

Tudo isso conduz à conclusão de que inexiste, ao menos neste momento, a alegada ilegalidade

A decisão foi proferida nesta segunda-feira (6) pelo ministro Antônio Saldanha Palheiro, após um habeas corpus da defesa de Jonathan. Ele foi preso em setembro de 2025, alvo da Operação Rede de Mentiras, deflagrada pela Polícia Civil.

 

Segundo a defesa do empresário, ele está preso há mais de 170 dias sem que o processo tenha sido concluído, o que configuraria “constrangimento ilegal”. Os advogados também alegaram ausência de fundamentação para a manutenção da prisão.

 

No entanto, o ministro rejeitou os argumentos, afirmando que o Judiciário tem atuado regularmente no caso. Ele destacou que a denúncia foi recebida em novembro de 2025 e que as defesas já foram apresentadas.

 

“Tudo isso conduz à conclusão de que inexiste, ao menos neste momento, a alegada ilegalidade por excesso de prazo”, afirmou.

 

O ministro também citou decisões anteriores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que apontaram não haver ilegalidade na manutenção da prisão.

 

O ministro ainda ressaltou que mesmo após o colapso do esquema, há indícios de que Jonathan teria tentado criar um novo modelo de captação de recursos, denominado “mesas proprietárias”, o que indicaria risco de reiteração criminosa.

 

“O acórdão destacou que os elementos constantes nos autos revelam habitualidade delitiva e indícios de tentativa de reiteração criminosa, inclusive após o colapso do esquema, com a reconfiguração da fraude sob novo modelo denominado ‘mesas proprietárias’, circunstância que reforça o periculum libertatis e afasta a suficiência de medidas cautelares diversas.”

 

Operação

 

As investigações apontaram que o grupo criminoso era comandado por Jonathan  e seus sócios que utilizavam as empresas Metaverso Soluções Digitais Ltda., Multiverso Digital Ltda. e Bispo Investments Ltda. para atrair investidores de diferentes estados do país, com promessas de lucros mensais de até 7% e falsas garantias de segurança financeira.

 

Segundo a Polícia Civil, o esquema movimentou milhões de reais por meio de propagandas em redes sociais e transmissões ao vivo no YouTube, no canal “Treta Trader”, utilizadas para captar vítimas. Além da promessa de rentabilidade sem risco, o grupo incentivava a entrada de novos investidores, prática típica de pirâmides financeiras.

 

Diversas vítimas relataram prejuízos expressivos, com aportes que variaram de alguns milhares a centenas de milhares de reais. Em alguns casos, famílias inteiras foram lesadas.

 

De acordo com o delegado Rogério Ferreira, o investigado também intimidava investidores que questionavam a falta de pagamento, afirmando que possuía uma arma de fogo.

 

Diante dos fatos, a Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) cumpriu um mandado de prisão preventiva, quatro mandados de busca e apreensão domiciliar, além de diversas ordens judiciais de sequestro de bens e valores, que somam mais de R$ 1,3 milhão.

 

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Fonte: Mídianews

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