Judiciario
STF nega soltar morador de MT condenado por armar bomba no DF
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve a prisão preventiva do mato-grossense Alan Diego dos Santos Rodrigues, condenado no caso da tentativa de atentado a bomba em um caminhão de combustível próximo ao Aeroporto de Brasília, em dezembro de 2022.
A decisão foi publicada nesta segunda-feira (6).
Alan voltou a ser preso em junho do ano passado por ordem do próprio Moraes, após ser alvo de uma nova denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR). Ele está recluso na Cadeia Pública de Comodoro (a 630 km de Cuiabá).
O ministro manteve a preventiva, seguindo o posicionamento de outras duas decisões anteriores, de que a liberdade do acusado representa uma “ameaça concreta”.
Moraes tem de reavaliar a necessidade da prisão preventiva a cada 90 dias.
Condenação e nova denúncia
Alan Diego e os outros dois acusados, George Washington de Oliveira Sousa e Wellington Macedo de Souza, já haviam sido condenados a 5 anos e 4 meses de prisão em regime fechado pela 10ª Vara Federal do Distrito Federal.
O caso foi posteriormente remetido ao STF após o Ministério Público do DF e Territórios transferi-lo à PGR.
Uma nova denúncia foi apresentada, desta vez incluindo acusações mais amplas, como tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito e crimes previstos na Lei Antiterrorismo (Lei 13.260/2016). A denúncia já foi aceita pela Primeira Turma do STF.
A tentativa de atentado
O caso ocorreu em meio às manifestações bolsonaristas que vinham ocorrendo desde o dia 30 de novembro, que culminaram em depredações e outros crimes pela Capital Federal.
Alan confessou à Polícia que recebeu a bomba colocada em um caminhão, no acampamento bolsonarista que foi montado em frente ao Quartel General do Exército antes dos atos de 8 de janeiro de 2023.
A investigação apontou que a ideia inicial dos criminosos era que o explosivo fosse colocado próximo a um poste para prejudicar a distribuição de energia elétrica em Brasília.
No entanto, de última hora, a decisão mudou, e o objetivo passou a ser colocar o artefato em um caminhão carregado de querosene de aviação. O motorista do caminhão percebeu que havia um “objeto estranho” no caminhão e chamou a Polícia Militar.
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