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Moraes dá prazo e pode mandar prender veterinário bolsonarista de MT por tornozeleira rompida

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o veterinário César Guimarães Galli Júnior apresente explicações, em até cinco dias, sobre o rompimento da tornozeleira eletrônica que utilizava por decisão judicial. Caso a defesa não esclareça o episódio, o magistrado advertiu que poderá decretar a prisão imediata.

César Galli é réu por cinco crimes relacionados aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 e foi alvo da Operação Lesa Pátria, conduzida pela Polícia Federal. Ele responde por acusações como associação criminosa armada, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, além de danos ao patrimônio público.

Segundo informações encaminhadas ao STF pela Secretaria de Estado de Justiça de Mato Grosso, um laudo da Central de Monitoramento Eletrônico apontou falha no equipamento. O relatório técnico identificou “dano eletrônico” no dispositivo, que resultou na sinalização de rompimento da cinta, sem indícios de causas externas.

Diante do resultado, Moraes determinou a intimação da defesa para que esclareça as circunstâncias do ocorrido. A decisão estabelece prazo de cinco dias para manifestação. Em caso de ausência de justificativa ou explicação considerada insuficiente, o ministro poderá determinar o retorno do investigado ao sistema prisional.

O veterinário, que é proprietário de uma clínica em Cuiabá, ganhou notoriedade após divulgar nas redes sociais registros feitos durante a invasão às sedes dos Três Poderes, em Brasília. À época, ele publicou imagens dos atos e fez comentários críticos a quem não participou das manifestações.

Após a repercussão, Galli afirmou que esteve presente nos atos, mas negou envolvimento em depredações. Segundo ele, sua participação teria sido “pacífica e ordeira”.

O caso segue em análise no Supremo, que conduz as ações penais relacionadas aos atos de 8 de janeiro.



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