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Justiça manda empresários e policiais militares a júri popular por morte de advogado em MT

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Conteúdo/ODOC – O juiz João Bosco Soares da Silva, da 14ª Vara Criminal de Cuiabá, determinou que o casal de empresários Julinere Goulart Bentos e Cesar Jorge Sechi, e os policiais militares Jackson Pereira Barbosa e Ícaro Nathan Santos Ferreira, sejam submetidos a júri popular.

Eles são acusados da morte do advogado Renato Nery, ocorrido em julho de 2024, em Cuiabá, e respondem por homicídio qualificado por motivo torpe ou mediante paga, emprego de meio que resultou perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima e organização criminosa.

Jackson Barbosa e Ícaro Ferreira ainda respondem por fraude processual qualificada e abuso de autoridade, condutas relacionadas à tentativa de dificultar as investigações.

A decisão foi publicada nesta quarta-feira (6). A data do julgamento ainda será marcada.

O magistrado acolheu integralmente a tese apresentada na denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), de que o crime foi praticado de forma coordenada, no contexto de uma estrutura criminosa organizada, com divisão de tarefas entre mandantes, intermediários e executores.

A investigação apontou que o crime teria sido encomendado por Julinere e Cesar, motivados por inconformismo com disputa judicial envolvendo mais de 12 mil hectares de terras no município de Novo São Joaquim.

Os dois teriam contratado a execução do homicídio pelo valor de R$ 200 mil. Jackson Barbosa e Ícaro Ferreira são acusados de atuar como intermediários do homicídio, responsáveis pela articulação com os executores, fornecimento da arma e intermediação dos pagamentos.

O policial militar Heron Teixeira Pena Vieira, apontado como o mentor do crime, e seu caseiro, Alex Roberto de Queiroz Silva, acusado de executar o assassinato, já foram pronunciados para júri popular em um processo separado. A data do julgamento também não foi definida.

Nery, que tinha 72 anos, foi morto no dia 5 de julho do ano passado, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá, na frente de seu escritório.

O advogado foi atingido por um tiro na cabeça, sendo socorrido com vida e encaminhado ao Complexo Hospitalar Jardim Cuiabá, onde morreu horas depois.



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