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Juiz cita “frieza” e mantém prisão de acusada de matar estudante de Direito em MT

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Conteúdo/ODOC – A Justiça de Mato Grosso converteu em preventiva a prisão de José Carlos de Souza Gomes, de 20 anos, acusado de assassinar a estudante de Direito Valéria Araújo Corrêa, de 28 anos, dentro da quitinete onde ela morava, em Tangará da Serra (242 km de Cuiabá).

O crime ocorreu na noite da última quarta-feira (6). José Carlos foi preso em flagrante no dia seguinte.

Na decisão, proferida durante audiência de custódia no fim de semana, o juiz plantonista Anderson Gomes Junqueira destacou a extrema violência do crime e afirmou que a conduta do investigado demonstra frieza, risco de reincidência e desprezo pela vida da vítima.

Segundo o magistrado, Valéria foi atingida por cerca de 31 golpes de faca. Há ainda indícios de violência sexual, que serão apurados pela perícia da Politec.

“A dinâmica narrada indica que o custodiado não teria agido por impulso momentâneo isolado”, escreveu o juiz, ao citar que o suspeito teria ido até a casa da vítima já com intenção criminosa, permanecido no local após o assassinato e tentado evitar ser visto deixando o imóvel apenas horas depois.“Tais circunstâncias revelam frieza, determinação, ausência de contenção diante da vulnerabilidade da vítima e capacidade concreta de reiteração de condutas graves”, acrescentou.

O magistrado também mencionou o relato dado pelo próprio investigado em interrogatório. Conforme os autos, ele afirmou ter contratado um programa sexual com a vítima dias antes do crime e alegou ter agido por “raiva” após entender que o tempo combinado não teria sido cumprido.

Para o juiz, a justificativa reforça a gravidade da conduta. “Tal circunstância evidencia desprezo pela vida da vítima por motivo absolutamente incompatível com qualquer reação minimamente racional”, afirmou.

Apesar da idade do suspeito, de apenas 20 anos, o magistrado ressaltou que ele já possui registros envolvendo roubo, ameaça e violência doméstica, além de ato infracional análogo a roubo quando menor de idade.

Corpo encontrado por amigo

O corpo de Valéria foi encontrado por um amigo da vítima, após a irmã dela, que mora em Minas Gerais, estranhar a falta de contato e pedir que ele fosse até a quitinete.

Ao chegar ao local, o homem encontrou a residência trancada e precisou forçar a entrada. Valéria estava caída no chão do quarto, já sem vida e com diversas perfurações causadas por faca.

De acordo com a Polícia Civil, o suspeito conhecia a vítima após ter contratado seus serviços como garota de programa dias antes do homicídio. Na ocasião, os dois discutiram e ele teria sido expulso da casa.

Na madrugada do crime, o investigado voltou ao imóvel, pulou o muro e usou uma faca da própria residência para atacar Valéria enquanto ela dormia.

Após o assassinato, ele permaneceu escondido no local até o horário do almoço para evitar ser visto por funcionários de uma empresa vizinha.

Imagens de câmeras de segurança flagraram o suspeito rondando a região antes do crime e entrando na residência pelo muro lateral.

Com base nas imagens, os policiais conseguiram identificar o trajeto dele até a quitinete onde morava. O homem foi preso quando retornou ao imóvel, no horário do almoço.

Segundo a Polícia Civil, ele confessou o crime logo após ser abordado.



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