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Juiz manda prender policial flagrado espancando idoso em Cuiabá

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A Justiça de Mato Grosso decretou, nesta terça-feira (23), a prisão preventiva do policial civil aposentado Luciano Testa, filmado agredindo um idoso dentro do elevador de um condomínio residencial na Capital.

 

A decisão foi assinada pelo juiz João Bosco Soares da Silva, da 14ª Vara Criminal de Cuiabá, para garantir a ordem pública, assegurar a aplicação da lei penal e preservar a instrução criminal. 

 

O magistrado acolheu pedido do Ministério Público Estadual (MPE) e também manteve integralmente as medidas cautelares anteriormente impostas durante o Plantão Criminal, que continuarão vigentes de forma complementar após o cumprimento do mandado de prisão.

 

A agressão ocorreu no dia 11 de junho no Condomínio dos Açores, no bairro Cidade Alta, e foi precedida por uma escalada de violência registradas em boletim de ocorrência em agosto de 2025. 

 

As imagens mostram o policial desferindo vários socos no idoso dentro do elevador. Em determinado momento, a vítima cai ao chão ao tentar se afastar, mas não consegue se desvencilhar do policial que continua a atacá-lo. A esposa do idoso tenta intervir, mas também é empurrada pelo agressor.

 

No pedido, o MPE argumentou que o acusado deixou o local antes da chegada da Polícia Militar e não foi encontrado em duas tentativas de intimação judicial, circunstâncias que reforçam o risco de evasão e de descumprimento de determinações judiciais.

 

Para o Ministério Público, a sequência dos fatos evidencia a periculosidade do investigado, que é policial civil aposentado, possui treinamento em operações táticas especiais e acesso facilitado a armamentos.

 

O órgão também sustentou que, em razão de sua condição funcional e rede de contatos, ele teria potencial para interferir na produção de provas e no depoimento de vítimas e testemunhas.

 

O MPE defendeu ainda que as medidas cautelares anteriormente impostas se mostraram insuficientes para neutralizar os riscos do caso, especialmente porque acusado e vítimas residem no mesmo condomínio, compartilhando áreas comuns como elevadores, hall de entrada e garagem, o que mantém a possibilidade de novos confrontos.

 

Na decisão, o juiz João Bosco Soares destacou a gravidade das agressões, a escalada de violência registrada desde 2025, o risco de novas investidas contra as vítimas e a insuficiência das medidas cautelares anteriormente impostas, especialmente porque acusado e vítimas residem no mesmo condomínio.

 

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Fonte: Mídianews

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