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Cabeleireiro alega constrangimento e pede soltura; STJ nega

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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou pedido liminar e manteve a prisão do cabeleireiro Elielson Gonçalves Vieira, conhecido como “Elielson Hair” e apelidado de “cabeleireiro das estrelas”, acusado de intermediar a venda de drogas para integrantes da alta sociedade cuiabana.

 

No caso, a situação dos autos não apresenta nenhuma excepcionalidade a justificar a prematura intervenção desta Corte

Ele está preso desde o dia 8 de outubro, quando foi alvo da Operação Fio, deflagrada pela Polícia Civil para desarticular um suposto esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro na Capital. 

 

A decisão foi assinada pelo ministro Mauro Campbell Marques e publicada nesta quarta-feira (28). 

 

No pedido ao STJ, a defesa alegou que a prisão preventiva representa constrangimento ilegal, por não apresentar fundamentação concreta e individualizada que demonstre a necessidade de manter o cabeleireiro preso.

 

Os advogados sustentaram que Elielson não oferece risco atual à ordem pública nem à instrução criminal. Também destacaram que ele possui condições pessoais favoráveis e não há registro de descumprimento de medidas cautelares anteriormente impostas.

 

Outro argumento apresentado foi a falta de contemporaneidade dos fatos investigados. Segundo a defesa, os diálogos utilizados pela Polícia Civil são de 2024, enquanto a apreensão de drogas ocorreu em setembro de 2025.

 

Os advogados também apontaram demora na extração e análise dos dados do celular apreendido, o que, segundo eles, demonstraria a ausência de risco atual que justificasse a manutenção da prisão.

 

Ao analisar o pedido, o ministro do STJ entendeu que não caberia à Corte Superior examinar a questão neste momento, uma vez que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) ainda não havia concluído a análise do caso.

 

Segundo o magistrado, não foi identificada nenhuma circunstância excepcional que justificasse a intervenção antecipada do STJ.

 

“No caso, a situação dos autos não apresenta nenhuma excepcionalidade a justificar a prematura intervenção desta Corte Superior e superação do referido verbete sumular. Deve-se, por ora, aguardar o esgotamento da jurisdição do Tribunal de origem”, afirmou.

 

“Ante o exposto, indefiro liminarmente o presente habeas corpus”, concluiu.

 

A operação

 

Esta foi a terceira vez que Elielson Hair foi preso. As duas prisões anteriores também ocorreram em investigações relacionadas ao tráfico de drogas.

 

Na mesma operação, a Polícia Civil prendeu Hebert Felipe, de 36 anos, em Santos (SP). Ele é apontado como o suposto fornecedor dos entorpecentes que seriam posteriormente revendidos pelo cabeleireiro.

 

Ao todo, a Operação Fio cumpriu 26 ordens judiciais em Mato Grosso e São Paulo, incluindo cinco mandados de prisão preventiva.

 

As medidas foram autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Cuiabá.

 

Segundo a Polícia Civil, as investigações identificaram indícios de um esquema de comercialização de drogas e ocultação de dinheiro obtido com as atividades criminosas.

 

Os investigadores também detectaram movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a capacidade econômica declarada de alguns suspeitos, além da possível utilização de pessoas e empresas para movimentar e ocultar os valores.

 

A Justiça determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados, com limites que podem chegar a R$ 1,4 milhão, conforme cada alvo.

 

De acordo com a Polícia Civil, as medidas têm como objetivo enfraquecer financeiramente o grupo, preservar provas e impedir a transferência ou ocultação de patrimônio supostamente ligado aos crimes.

 

As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer a participação de cada suspeito no esquema.





Fonte: Mídianews

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