Judiciario
Carlinhos Bezerra cumprirá pena em regime fechado em presídio de VG; júri durou 13 horas
Conteúdo/ODOC – O Tribunal do Júri condenou o empresário Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de prisão, em regime inicial fechado, pelos assassinatos da ex-companheira Thays Machado e do namorado dela, Willian César Moreno. O julgamento foi realizado nesta sexta-feira (31), no Fórum de Cuiabá, e terminou após cerca de 13 horas de sessão.
Filho do ex-deputado federal Carlos Bezerra (MDB), Carlinhos foi considerado culpado por dois homicídios qualificados. No caso de Thays, os jurados reconheceram ainda a qualificadora de feminicídio. A sessão foi presidida pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, titular da 1ª Vara Criminal da Capital.
O júri começou por volta das 9h e foi encerrado às 22h30. Com a condenação, o empresário permanecerá preso no Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande.
Além do feminicídio, o Conselho de Sentença acolheu as qualificadoras de motivo torpe e do uso de recurso que impossibilitou a defesa das vítimas, por entender que os disparos foram feitos de surpresa com arma de fogo.
O crime ocorreu na noite de 18 de janeiro de 2023, em frente ao condomínio onde mora a mãe de Thays, no Bairro Consil, em Cuiabá. Após os assassinatos, Carlinhos deixou a Capital e acabou preso em flagrante pela Polícia Civil em uma propriedade rural da família, em Campo Verde.
Durante o interrogatório, o empresário afirmou que manteve um relacionamento de aproximadamente três anos e sete meses com Thays, marcado por idas e vindas, e disse que ambos continuaram se falando mesmo após o término.
Ao prestar depoimento, ele também afirmou que convive diariamente com o arrependimento pelo crime. “Assumo que errei como nunca poderia ter errado na minha vida. Digo com certeza que essa coisa me corrói todos os dias”, declarou.
Ao longo do julgamento, foram ouvidos o delegado da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Marcel de Oliveira; o delegado Philipe de Paula da Silva Pinho, que atuava em Campo Verde na época dos fatos; a investigadora Luciene Benedita Taques; e a investigadora Lívia Cristina Silva Sales, responsável pela extração dos dados dos quatro celulares apreendidos durante a investigação.
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