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Defesa não quer algemas e uniforme de presidiário em Carlinhos

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A defesa do empresário Carlos Alberto Gomes Bezerra pediu à Justiça que ele participe do novo julgamento pelo Tribunal do Júri, marcado para esta sexta-feira (31), sem o uso de algemas e sem vestir uniforme prisional.

 

O empresário é réu confesso pelos assassinatos da ex-companheira Thays Machado e do namorado dela, Willian César Moreno, mortos a tiros em janeiro de 2023, em Cuiabá.

 

O pedido foi protocolado nesta terça-feira (28) e ainda será analisado pela juíza Mônica Perri, da 1ª Vara Criminal da Capital. 

 

Na petição, os advogados também requerem a disponibilização de equipamentos para exibição de mídias e peças processuais durante a sessão, acesso à internet no plenário e a intimação do Ministério Público Estadual (MPE) para tomar conhecimento dos novos documentos juntados ao processo.

 

“A referida juntada se faz necessário para que a defesa possa tratar de aspectos sociais e demais circunstâncias relacionadas ao episódio em apuração conforme art. 5º, inciso XXXVIII, alínea “a” da Constituição Federal, respeitando a intimidade e a dignidade da vítima, assim como o decorro art. 474-A do CPP”, diz trecho do pedido. 

 

O novo júri foi designado após os advogados de Carlinhos abandonarem o plenário na última terça-feira (21). 

 

A juíza Mônica Perria classificou a postura como “inconcebível” e determinou que, caso os atuais defensores não compareçam, a Defensoria Pública assumirá a representação do réu.

 

O crime

 

O crime ocorreu em frente ao Edifício Solar Monet, no Bairro Consil. Na ocasião, Thays, de 44 anos, e Willian, de 30, haviam acabado de deixar um veículo na garagem do prédio onde mora a mãe dela e aguardavam um carro de aplicativo quando foram surpreendidos pelo empresário, que chegou dirigindo um Renault Kwid e efetuou diversos disparos.

 

Segundo a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Thays foi atingida por três tiros, sendo dois nas costas e um no quadril. Já Willian foi baleado no braço esquerdo e no peito. Ele ainda tentou fugir, mas caiu na calçada e morreu no local.

 

À época, Thays era servidora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), enquanto Willian era empresário em São Paulo. Os dois haviam iniciado um relacionamento poucas semanas antes do crime.

 

 

 





Fonte: Mídianews

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