Judiciario
Dono de motel alega “constrangimento” e pede soltura; STJ nega
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou habeas corpus e manteve a prisão preventiva do empresário Adriano Peretto, de Lucas do Rio Verde, investigado por crimes sexuais e por ameaçar uma ex-funcionária que o denunciou por suposto assédio sexual.
A decisão é do ministro Luis Felipe Salomão e foi publicada nesta segunda-feira (13).
Dono de um motel em Lucas do Rio Verde, Adriano foi preso em janeiro deste ano. Segundo a investigação, ele passou a ameaçar uma funcionária após ela denunciar um suposto caso de assédio sexual ocorrido no ambiente de trabalho.
Além desse episódio, o empresário também é investigado por ameaçar de morte o próprio filho, em agosto de 2025.
De acordo com as investigações, pouco antes das ameaças, Adriano teria tentado tirar a própria vida com uma arma de fogo após se irritar com uma falha na máquina de cartão do motel.
No habeas corpus, a defesa alegou constrangimento ilegal e argumentou que não havia contemporaneidade dos fatos capaz de justificar a manutenção da prisão preventiva. Também sustentou que a decisão se baseou em episódios antigos e em conflitos familiares ocorridos antes da decretação da prisão.
Os advogados pediram ainda a substituição da prisão por medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de contato e aproximação das supostas vítimas.
Ao analisar o pedido, o ministro entendeu, em análise preliminar, que não há ilegalidade flagrante nem urgência que justifique a concessão da liberdade. Com isso, negou o pedido liminar.
O caso
Segundo a delegada Paula Moreira, da Polícia Civil, responsável pela investigação, a corporação recebeu diversas denúncias de que Adriano estaria assediando sexualmente funcionárias dentro do motel.
Uma das vítimas procurou o Núcleo de Atendimento à Mulher e Vulneráveis e relatou ter sofrido episódios de importunação sexual durante o expediente. Após denunciar o caso, ela afirmou ter passado a receber ameaças do empresário.
Diante dos relatos, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do investigado, que foi acolhido pela Justiça.
As investigações preliminares indicam que outras funcionárias também podem ter sido vítimas do empresário.
Segundo a polícia, os supostos crimes seguiam um mesmo padrão e teriam ocorrido durante o horário de trabalho.
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