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Justiça libera atividades de construtora alvo de operação por esquema do “jogo do tigrinho”

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Conteúdo/ODOC – A Justiça de Mato Grosso revogou a suspensão das atividades da Total Max Construtora e Incorporadora Ltda., investigada na Operação Aposta Perdida por suspeita de integrar um esquema de lavagem de dinheiro ligado à exploração de plataformas ilegais de apostas, conhecidas como “jogo do tigrinho”. Com a decisão, a empresa poderá voltar a operar normalmente.

A determinação é do juiz Cássio Leite de Barros Netto, do Núcleo do Juiz das Garantias de Cuiabá. O magistrado concluiu que, diante dos novos elementos apresentados pela defesa e da manifestação favorável do Ministério Público, não havia mais justificativa para manter as restrições impostas à construtora.

A Total Max foi alvo da operação deflagrada pela Polícia Civil em abril deste ano, que investiga uma suposta organização criminosa envolvida com lavagem de dinheiro e exploração de jogos de azar. Também são investigados os influenciadores Erison dos Santos Coutinho, Williane Orben Vasconcelos Coutinho, Jéssica Orben Vasconcelos Magalhães e Wilton Wagner Magalhães Vasconcelos.

Na decisão que autorizou a operação, a empresa teve as atividades suspensas por suspeita de ser utilizada para ocultar recursos provenientes do esquema criminoso.

Ao pedir a revogação das medidas cautelares, a defesa da construtora, apresentou documentos que demonstram a regularidade da empresa, entre eles contrato social, alvará de funcionamento, registros de responsabilidade técnica, notas fiscais, comprovantes de recolhimento de tributos e registros de obras executadas.

Após a análise da documentação, o Ministério Público se manifestou pela revogação das medidas, entendimento acolhido pelo magistrado.

Na decisão, o juiz destacou que, até o momento, não foram apresentados novos elementos que comprovem que a empresa recebia recursos oriundos das plataformas ilegais de apostas.

“Considerando os novos elementos trazidos aos autos e a manifestação favorável do Ministério Público, verifica-se que, no atual estágio da investigação, não subsistem fundamentos concretos suficientes para justificar a manutenção da suspensão das atividades empresariais e das medidas constritivas impostas especificamente à empresa Total Max Construtora e Incorporadora Ltda.”, registrou.

Com isso, o magistrado determinou a retomada das atividades da empresa, a retirada da suspensão do CNPJ e o desbloqueio de R$ 1.430,59 que haviam sido bloqueados em uma conta bancária.

A decisão beneficia exclusivamente a construtora. As demais medidas cautelares impostas aos outros investigados permanecem em vigor.

Bens continuam bloqueados

Apesar de liberar a atuação da empresa, o juiz autorizou a ampliação do sequestro e da indisponibilidade de bens após a Polícia Civil informar a identificação de novos imóveis supostamente pertencentes aos investigados Erison dos Santos Coutinho e Williane Orben Vasconcelos Coutinho.

Segundo o magistrado, há indícios, nesta fase da investigação, de que os imóveis possam estar vinculados ao patrimônio dos investigados e aos fatos apurados.

“Havendo elementos concretos que evidenciam, em tese, a vinculação dos imóveis à esfera patrimonial dos investigados e aos fatos objeto da investigação, mostra-se cabível a extensão da indisponibilidade aos bens registrados em nome da referida pessoa jurídica, sem prejuízo de ulterior reavaliação da medida caso sobrevenham elementos aptos a afastar essa vinculação”, afirmou o juiz na decisão.



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