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Ex-chefe de gabinete recorre ao STF; ministro pede parecer da PGR

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A ex-chefe de gabinete da Presidência do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Roseli Loss, recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) com um pedido de habeas corpus para tentar deixar a prisão.

 

Roseli foi presa no dia 29 de outubro, durante a Operação Tomada de Contas, deflagrada pela Polícia Federal para investigar suspeitas de irregularidades em contratos administrativos, pagamentos indevidos e movimentações financeiras milionárias no TCE-MT.

 

Nesta quinta-feira (5), o ministro Dias Toffoli, relator do habeas corpus, solicitou manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o pedido de liberdade.

 

Considerada braço direito do presidente afastado do TCE-MT, Sérgio Ricardo, que também foi preso na operação, Roseli é apontada pelos investigadores como a principal responsável pelos saques realizados em contas ligadas ao núcleo central da suposta organização criminosa.

 

Segundo a PF, ela atuava de forma permanente na retirada e circulação de dinheiro, sendo responsável por operações que movimentaram R$ 3,5 milhões.

 

A investigação também identificou procedimentos realizados por Roseli em um aparelho celular que, na avaliação dos investigadores, indicam o uso da biometria facial de Sérgio Ricardo para acessar contas bancárias.

 

Conforme a apuração, a ex-chefe de gabinete operava contas das quais não era titular e movimentava recursos sem possuir vínculo bancário próprio relevante com a cooperativa financeira.

 

A operação

 

Além de Sérgio Ricardo e Roseli Loss, também foram presos o consultor jurídico-geral do TCE-MT, Grhegory Paiva Pires Moreira Maia; o servidor Adriangelo Barros Antunes; e os advogados Felipe José Glinke e Gustavo Fernandes da Silva.

 

A operação também resultou no afastamento dos conselheiros Guilherme Maluf, Alisson Alencar e José Carlos Novelli. O conselheiro aposentado Valter Albano também está entre os investigados.

 

A Justiça determinou ainda o sequestro de bens dos alvos. Durante as buscas, os policiais apreenderam veículos e relógios de luxo, dinheiro em espécie e bebidas de alto valor, incluindo vinhos e uísques importados.

 

A operação mobilizou cerca de 180 policiais federais, com ações em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

 

As investigações apontam indícios de que a suspensão de contratos administrativos teria sido utilizada como mecanismo de pressão sobre fornecedores, além de possível tratamento diferenciado na liberação de recursos públicos.

 

A PF também apura divergências em pagamentos a empresas, movimentações financeiras atípicas envolvendo servidores públicos e saques recorrentes em espécie.

 

Os fatos investigados podem configurar, em tese, crimes contra a Administração Pública, lavagem de dinheiro e organização criminosa.





Fonte: Mídianews

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