Judiciario
Juiz põe fundador do Comando Vermelho no semiaberto e critica acusações do Ministério Público
Conteúdo/ODOC – O juiz Geraldo Fernandes Fidelis Neto, da Vara Especializada em Execuções Penais de Cuiabá, concedeu a progressão ao regime semiaberto ao preso Renildo Silva Rios, apontado como um dos fundadores e líderes do Comando Vermelho em Mato Grosso. A decisão é desta segunda-feira (24).
Renildo, conhecido como “Negão”, deve deixar o presídio nesta quarta-feira (26), quando será colocado o monitoramento por tornozeleira eletrônica e ele será encaminhado para trabalho formal.
Condenado a mais de 78 anos de prisão por crimes como tráfico, homicídio, furto, roubo e organização criminosa, Renildo é apontado como integrante do chamado Conselho Final, instância responsável por determinar punições dentro da facção, que vão de advertências à morte.
O Ministério Público Estadual se manifestou contra a progressão, alegando que Renildo continuava exercendo influência dentro da cadeia, citando operações policiais, relatórios de inteligência e menções na imprensa.
Na decisão, porém, o magistrado destacou que o sistema SEEU apontou que Renildo já havia alcançado o tempo necessário para a progressão desde 2017. Ele também registrou que não há qualquer falta grave contra o preso.
O diretor da unidade prisional confirmou o bom comportamento do detento, destacando que ele “não cometeu falta de natureza leve, média ou grave”.
Fidelis classificou como “meras conjecturas administrativas” as acusações do MPE, afirmando que, sem ação penal correspondente, elas não podem produzir efeitos na execução penal.
O magistrado também criticou duramente a alegação de que o número de atendimentos de advogados indicaria liderança criminosa. Segundo ele, tal afirmação ofende a classe e viola prerrogativas. “A mera existência dessa alegação deve ser analisada pelos órgãos da OAB, para que jamais seja repetida, em desonra da classe profissional essencial à administração da Justiça”, escreveu.
Para o juiz, cabe ao Estado apresentar provas concretas de eventual vínculo com organizações criminosas. No caso de Renildo, ressaltou, não há PAD, não há ação penal contemporânea e não há condenação recente.
-
Mato Grosso5 dias agoSedec orienta setor e amplia adesão ao registro online de hóspedes em Mato Grosso
-
Várzea Grande3 dias agoPeixaria 4R, em Bom Sucesso, convida famílias de Várzea Grande para almoço especial de Dia das Mães
-
Mato Grosso5 dias agoPM prende dois homens por estelionato e tráfico de drogas em Várzea Grande
-
Mato Grosso3 dias agoEvento reúne especialistas e sociedade civil para discutir desafios da regulação e sustentabilidade das políticas públicas delegadas
-
Várzea Grande5 dias agoEquipes da Saúde intensificam imunização do grupo prioritário
-
Várzea Grande3 dias agoSecretaria de Meio Ambiente e Guarda Municipal fazem capacitação para fiscalização de crimes ambientais em Várzea Grande
-
Esportes5 dias agoAtlético-MG vacila e cede empate ao Juventud após abrir vantagem na Sul-Americana
-
Mato Grosso5 dias agoMais dois foragidos da Justiça são presos com apoio de câmeras do Vigia Mais MT