Judiciario
Justiça acata denúncia e 4 PMs viram réus no caso Renato Nery
A Justiça Militar acatou a denúncia do Ministério Público Estadual contra quatro policiais militares acusados de integrar uma organização criminosa envolvida na trama da morte do advogado Renato Gomes Nery no ano passado, em Cuiabá.
A decisão é do juiz João Bosco Soares da Silva, da 11º Vara Criminal da Capital, e foi assinada em 18 de junho.
Foram denunciados Jorge Rodrigo Martins, Wailson Alessandro Medeiros Ramos, Wekcerlley Benevides de Oliveira Leandro Cardoso. Eles são acusados de, no dia 12 de julho do ano passado, simular um confronto com suspeitos para plantar com eles a arma utilizada para matar o advogado uma semana antes.
Eles vão reponder pelos crimes de organização criminosa, abuso de autoridade, porte ilegal de arma de uso restrito e falsidade ideológica, todos associados a contexto de violência e simulação de confronto.
Renato Nery foi assassinado pelo réu confesso Alex Roberto de Queiroz Silva, em frente ao seu escritório, em Cuiabá. Ele morreu no dia seguinte. O crime teria sido cometido por encomenda. Os suspeitos de serem os mandantes são o casal de empresários César Jorge Sechi e Julinere Goulart Bastos.
Uma semana depois da morte de Nery, segundo o MPE, os quatro policiais teriam participado da morte de Walteir Lima Cabral e da tentativa de execução de Pedro Elias Santos Silva e Jhuan Maxmiliano de Oliveira Matsuo Soma, no bairro Pedra 90, em Cuiabá. O Ministério Público aponta que o episódio foi simulado para forjar a apreensão da arma usada no assassinato do advogado.
A Justiça não decretou a prisão preventiva dos acusados, mas impôs medidas cautelares como monitoração eletrônica, proibição de contato com testemunhas, recolhimento domiciliar noturno, suspensão do exercício da função pública e do porte de armas. Todos já estão afastados de suas atividades na Polícia Militar.
A audiência de instrução foi marcada para o dia 12 de agosto, às 14h, no plenário da 11ª Vara Criminal de Cuiabá.
O crime
Renato Nery foi baleado na cabeça no dia 5 de julho do ano passado, quando chegava em seu escritório, na Avenida Fernando Corrêa da Costa. Ele chegou a ser socorrido e levado para o Complexo Hospitalar, onde passou por cirurgia, mas acabou falecendo no dia seguinte.
Conforme as investigações, o assassinato teria sido motivado por uma disputa de terras no interior do Estado.
-
Judiciario7 dias agoAdvogado relata ameaça na PF: “Dia triste para a advocacia”; vídeo
-
Judiciario7 dias agoAdvogado relata ameaça à PF: “Dia triste para a advocacia”; vídeo
-
Cuiaba7 dias agoPrefeitura finaliza instalação de novo parque na Arena Pantanal com investimento do Estado de R$ 690 mil
-
Cidades7 dias agoParanaíta realiza Audiência Pública para elaboração da LDO e LOA 2027
-
Várzea Grande7 dias agoVárzea Grande inicia formação em Vigilância Epidemiológica em parceria com a UFMT
-
Cuiaba7 dias agoEducação de Cuiabá discute implantação do Proerd para alunos do 1º ao 5º ano
-
Cuiaba7 dias agoApós chuva, Prefeitura auxilia enfermeira atingida por árvore e remaneja serviços da USF Lixeira Baú
-
Várzea Grande7 dias agoSine de Várzea Grande oferece 518 vagas de emprego nesta semana
