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Justiça concede domiciliar a advogada acusada de elo com facção

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A Justiça de Mato Grosso concedeu prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, à influenciadora Dayane Karol Moreira, alvo da Operação Replay, deflagrada no último dia 30 de julho, por suposto elo com uma facção criminosa em Cuiabá. 

 

A decisão foi assinada pela juíza Edna Ederli Coutinho, do Núcleo 4.0 do Juiz das Garantias de Cuiabá, na última sexta-feira (21). 

 

A defesa de Dayane, representada pelo advogado Jean Carlos Pereira, já ingressou com um novo habeas corpus no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) para tentar reverter a decisão e obter a liberdade da influenciadora.

 

A investigação da Polícia Civil apura crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro supostamente comandados por Paulo Witer Farias Paelo, o WT, apontado pela Polícia Civil como tesoureiro da maior facção criminosa de Mato Grosso.

 

WT está preso na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, mas, segundo as investigações, continuaria atuando de dentro da unidade prisional. Durante a operação, um novo mandado de prisão preventiva foi cumprido contra ele.

 

De acordo com a Polícia Civil, Dayane atuava na ocultação e dissimulação do patrimônio de WT, incluindo imóveis de alto padrão em Itapema (SC), que teriam sido adquiridos em nome de “laranjas”.

 

Nas redes sociais, a influenciadora compartilhava uma vida de luxo com registros de uma rotina marcada por viagens a diferentes destinos do país

 

Também foram presos na operação Thawany Nunes Silva de Bulhões, esposa de WT; o ex-assessor parlamentar da Câmara de Cuiabá Brunno Passos da Silva; o jogador de futebol amador Alex Júnior Santos de Alencar, conhecido como Soldado; Emerson Ferreira Lima, o Gordinho; e a influenciadora Katani Adorno Bocardi, esposa de Emerson.

 

A lista de presos inclui ainda Aldemir de Assis Campos, o Tucão, Ygor Henrique da Silva Martins e Anderson Alves de Sousa.

 

Operação Replay

 

Ao todo, a Operação Replay cumpriu 10 mandados de prisão preventiva, além de medidas cautelares contra 14 investigados em Mato Grosso, Santa Catarina e Rio de Janeiro.

 

A Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores estimados em mais de R$ 17,2 milhões. Entre os patrimônios atingidos pelas medidas estão apartamentos e casas de alto padrão em Mato Grosso e Santa Catarina, três terrenos e quatro veículos.

 

Também foi determinado o bloqueio de até R$ 15,324 milhões em ativos financeiros, montante que, segundo a Polícia Civil, corresponde à movimentação identificada em uma contabilidade apreendida durante as investigações.

 

A Polícia Civil afirma que WT, mesmo preso em uma ala de segurança máxima do sistema penitenciário estadual, continuaria exercendo o comando financeiro e disciplinar da facção, orientando integrantes em liberdade e determinando movimentações de recursos ilícitos.

 

Leia mais: 

 

Delegado: advogada presa ocultava patrimônio de facção em MT

 

 





Fonte: Mídianews

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