Judiciario
Justiça de MT manda transferir engenheiro para o Adauto Botelho
O engenheiro agrônomo Daniel Bennemann Frasson, acusado de matar a esposa, a empresária Gleici Keli Geraldo, e tentar matar a própria filha, foi encaminhado pela Justiça para o Hospital Psiquiátrico Adauto Botelho, em Cuiabá. Ele estava internado em uma clínica particular enquanto aguardava uma vaga na unidade pública.

Por enquanto que ele está alegando uma inimputabilidade, do qual vamos provar que ele não é inimputável
A informação foi divulgada pelo advogado Rodrigo Pouso Miranda, que representa a família de Gleici, em um novo vídeo publicado nas redes sociais. Segundo ele, a internação na clínica particular já teria custado mais de R$ 200 mil aos cofres públicos.
Conforme Pouso, a transferência ocorreu após a manifestação da assistência de acusação e do Ministério Público, depois da divulgação de novas imagens registradas na madrugada do crime.
Gleici foi morta com 21 facadas na manhã de 24 de junho de 2025, em Lucas do Rio Verde. A filha do casal, então com sete anos, também foi atacada enquanto dormia, mas sobreviveu.
“Diante dessa repercussão, bem como da manifestação desse assistente à acusação e o parecer ministerial, onde juntamos os vídeos, pedindo nova perícia para trazer a realidade fática. E o Ministério Público também entendeu que é necessária uma análise melhor do vídeo”, afirmou o advogado.
Segundo Pouso, diante da existência de uma vaga, a Justiça determinou que Daniel deixasse a clínica particular e fosse encaminhado ao Adauto Botelho, unidade pública destinada ao atendimento de pessoas com transtornos mentais.
“Então, ele não está mais na clínica particular, porque a clínica particular era na ausência de vaga lá do Adauto Botelho. Como tem vaga lá, então é lá que ele tem que aguardar por enquanto”, disse.
A defesa de Daniel sustenta que ele não tinha consciência dos próprios atos quando matou Gleici e atacou a filha, alegando problemas de saúde mental. A condição mental do acusado é discutida no processo e será analisada pela Justiça.
No novo vídeo, Pouso afirma que a assistência de acusação pretende contestar a tese de inimputabilidade apresentada pela defesa.
“Por enquanto que ele está alegando uma inimputabilidade, do qual vamos provar que ele não é inimputável, então ele vai estar lá, agora, no Adauto Botelho”, afirmou.
No mês passado, Pouso divulgou vídeos a madrugada em que Gleici foi assassinada. Os registros mostram Daniel pegando uma faca, escondendo o objeto do alcance da câmera e observando repetidamente o quarto onde a esposa e a filha dormiam.
O advogado sustenta que as imagens indicam que o crime teria sido planejado e que Daniel tinha consciência dos próprios atos.
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