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Justiça mantém denúncia contra ex-policial por tentar matar colega

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A Justiça de Mato Grosso negou recurso e manteve em andamento a ação penal contra o ex-investigador da Polícia Civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves, acusado de tentar matar o também policial civil Walfredo Raimundo Adorno Moura Júnior. O caso ocorreu em uma conveniência em frente à Praça 8 de Abril, em Cuiabá.

 

A decisão foi publicada nesta terça-feira (20) pelo juiz André Barbosa Guanaes Simões, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá.

 

O episódio ocorreu na noite de 27 de abril de 2023, durante uma confusão que também terminou com a morte do policial militar Thiago de Souza Ruiz. Pela morte do PM, Mário foi condenado a dois anos de detenção por homicídio culposo.

 

Testemunha ocular da morte de Thiago, Walfredo revelou, durante o julgamento realizado em maio de 2026, que também teria sido alvo de Mário. Segundo seu relato, a informação não foi apresentada durante a investigação porque ele tinha medo do acusado, à época seu colega de profissão.

 

Walfredo afirmou que, durante a discussão, Mário teria efetuado dois disparos de arma de fogo em sua direção.

 

Segundo o Ministério Público, o relato é compatível com imagens de câmeras de segurança e deu suporte à denúncia por tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil e pelo uso de recurso que teria dificultado a defesa da vítima.

 

No recurso, a defesa de Mario alegou ausência de justa causa e sustentou que o policial já havia sido julgado pelo Tribunal do Júri pelos fatos relacionados à morte de Thiago Ruiz.

 

O juiz rejeitou os argumentos da defesa e ressaltou que o fato de os acontecimentos terem ocorrido no mesmo episódio não impede, por si só, uma nova ação penal, uma vez que a denúncia trata de atos direcionados a outra vítima e exige análise específica sobre a intenção do acusado.

 

O magistrado afirmou ainda que os elementos apresentados são suficientes para justificar o prosseguimento do processo.

 

“No presente momento processual, contudo, as declarações atribuídas ao ofendido, associadas à dinâmica descrita na denúncia e aos elementos audiovisuais indicados pela acusação, constituem suporte mínimo para a continuidade da apuração judicial”, afirmou o magistrado.

 

O juiz também autorizou a produção de provas testemunhais e marcou a audiência de instrução para 20 de abril de 2027.

 

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Fonte: Mídianews

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