Judiciario
Justiça mantém prisão de corretor acusado de tentar matar ex-esposa a tiros
Conteúdo/ODOC – A Justiça manteve a prisão preventiva do corretor de imóveis Bruno Pianesso Silva de Oliveira, acusado de tentar matar a ex-companheira, a fisioterapeuta Aline Petri, a tiros, em Sorriso (a 398 km de Cuiabá).
A decisão foi tomada pelo juiz Fábio Alves Cardoso, plantonista da comarca, durante audiência de custódia realizada nesta segunda-feira (30).
Bruno foi preso na manhã de domingo (29), após se entregar à Polícia Civil.
O crime ocorreu na última sexta-feira (27). Segundo relato da vítima, o suspeito não aceitava o fim do relacionamento. Naquela noite, após uma conversa entre os dois, Aline foi até a residência do casal para buscar roupas, quando foi surpreendida por Bruno, que efetuou disparos contra ela.
Um dos tiros atingiu o seio direito da fisioterapeuta. Mesmo ferida, ela conseguiu dirigir até uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde recebeu atendimento médico.
A ação foi presenciada pelo filho de Aline, de 8 anos, e pelo filho do casal, de 4 anos. Após os disparos, o suspeito fugiu levando a criança mais nova à força. O menino foi localizado horas depois na casa da avó paterna.
Nas redes sociais, Aline afirmou estar em recuperação e agradeceu as mensagens de apoio. Ela classificou o episódio como um “livramento divino”, destacando que o disparo não atingiu órgãos vitais.
“Um livramento de Deus. As pessoas falam muito, às vezes espalham inverdades, mas, dos disparos, um me acertou. Ele atingiu o meu seio direito. Por sorte e graça divina, não atingiu nenhum órgão”, relatou.
Bruno possui registro de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC) e, conforme apurado, já havia se envolvido em conflitos anteriores, incluindo registros policiais.
Durante diligências na residência do suspeito, policiais apreenderam grande quantidade de munições de diversos calibres, além de armas de fogo que estariam sob responsabilidade de um terceiro, entre elas, uma pistola calibre 9 mm, um rifle calibre .22 e uma espingarda calibre 12.
Após a repercussão do caso, o clube de tiro do qual Bruno fazia parte divulgou nota de repúdio e informou a expulsão imediata do associado.
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