Judiciario
Justiça mantém prisão de PM e esposa acusados de esquema de R$ 200 milhões com facção
A juíza Edna Ederli Coutinho, do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias de Cuiabá, manteve as prisões do segundo-sargento aposentado da Polícia Militar, Edinilton Freitas de Melo, e sua esposa, Angela Maria Santana, em audiência de custódia realizada na quinta-feira (26).
Edinilton e Angela foram detidos na manhã de quinta, na Operação Speakeasy, da Polícia Civil, que cumpriu 100 ordens judiciais nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Pontes e Lacerda, além de Goiânia (GO) e Barueri (SP).
Eles são acusados de envolvimento em um esquema de lavagem de R$ 200 milhões para líderes de uma facção criminosa em Mato Grosso.
As investigações da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), foram iniciadas pela Delegacia de Campo Verde em 2024, com a localização de um veículo em nome de uma empresa de Várzea Grande, que estava em posse do líder de uma facção criminosa daquela cidade.
O vínculo levou a polícia a descobrir uma conexão direta da empresa com o grupo criminoso.
A partir dessa ligação, a investigação identificou que os alvos levantados atuavam na lavagem de dinheiro sob o comando direto de líderes da facção criminosa, alguns presos e outros foragidos da Justiça.
Eles se beneficiavam financeiramente dessa prática, ostentando uma vida financeira elevada, com posse de carros e imóveis de alto valor, entretanto sem possuírem profissão registrada ou renda declarada que sustentasse esse padrão social. Alguns estavam ligados à facção, enquanto outros eram integrantes do grupo criminoso.
Conforme as investigações, para a lavagem de dinheiro, eram utilizadas empresas fantasmas ou de fachada, principalmente no ramo de bebidas alcoólicas, como distribuidoras de bebidas, comércio de joias e equipamentos eletrônicos nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Goiânia (GO), alcançando uma movimentação financeira de aproximadamente R$ 200 milhões no período entre janeiro de 2021 e 2025.
Foram apreendidos veículos de luxo, joias, aparelhos celulares e notebooks. Todo o material e os alvos das prisões foram levados à delegacia para a realização dos procedimentos legais cabíveis. As ordens judiciais foram cumpridas com apoio da Delegacia Regional de Pontes de Lacerda, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) de São Paulo e das unidades da Draco de Sinop, Goiânia e Campo Grande.
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