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Santos é condenado a pagar R$ 18,6 milhões ao Cuiabá por venda de zagueiro

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O Cuiabá confirmou que, ontem, a Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) da CBF condenou o Santos Futebol Clube a pagar ao Cuiabá R$ 18,6 milhões. A dívida vem da venda do zagueiro Joaquim ao Santos, em fevereiro de 2023, e da participação do Cuiabá na revenda do atleta ao Tigres, do México. A última parcela venceu em janeiro de 2025. Para facilitar o acerto, o Cuiabá renegociou e abriu mão de parte relevante do que tinha a receber. Mesmo assim, o Santos pagou apenas a primeira das cinco novas parcelas. O Cuiabá acionou a CNRD em maio do ano passado, e a sentença levou dezesseis meses para sair.

O Dourado informou que “recebe a decisão com respeito, mas não com alívio. Sentença não paga salário. O que o clube espera agora é o pagamento imediato. O Santos ainda pode recorrer ao CBMA. O Cuiabá deixa registrado desde já que não aceitará em silêncio o uso de recursos e expedientes processuais com o único objetivo de adiar mais uma vez o que é devido há quase dois anos. O histórico recente preocupa: nas cobranças movidas pelo Arouca e pelo Mônaco perante a FIFA, o Santos só pagou depois de receber transfer ban, embora já estivesse condenado havia meses. No mesmo período, seguiu contratando”, comunicou o clube.

O clube mato-grossense ainda acrescentou que o caso Santos não é isolado. O ⁠Corinthians possui a dívida pela venda do volante Raniele, que foi incluída pela própria CNRD em plano coletivo de 24 parcelas trimestrais, até 2031, corrigidas apenas pela inflação e sem juros. São condições extremamente favoráveis ao devedor e duríssimas para o credor. Mesmo assim, a parcela vencida em 17 de julho segue em aberto.

⁠Já o ⁠Sport deve cerca de R$ 6 milhões pela venda do lateral Matheus Alexandre. Em relação ao ⁠Grêmio, o Cuiabá aguarda julgamento sobre a inclusão de um crédito de aproximadamente R$ 900 mil em plano de pagamento coletivo. Somados, os créditos do Cuiabá contra clubes brasileiros ultrapassam R$ 40 milhões.

“Por isso, o Cuiabá disputa a reta final do Campeonato Brasileiro com o caixa severamente comprometido. Isso não é resultado de má gestão. É consequência de contratos que outros assinaram e não cumprem. Enquanto isso, clubes devedores seguem no mercado, contratando e ampliando folhas salariais. No futebol brasileiro de hoje, quem paga em dia financia quem não paga. O Cuiabá não pede favor. Pede que contratos sejam cumpridos e que as decisões sejam executadas com a mesma rapidez com que a FIFA cobra os mesmos devedores. O clube reafirma sua confiança nas instituições do futebol e seguirá cobrando, por todos os meios regulamentares, cada valor que lhe é devido”, finalizou o Cuiabá em nota.

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Fonte: Só Notícias

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