Judiciario
STJ vê “fragilidade” de HC e mantém suspeito de lavagem preso
A ministra Maria Thereza de Assis Moura, presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou habeas corpus e manteve a prisão de Alex Junior Santos Alencar, conhecido como “Soldado”, alvo da Operação Apito Final. A decisão é desta quarta-feira (24).

A fragilidade na instrução do presente mandamus impede a análise da plausibilidade do pedido de liminar formulado
Deflagrada em abril deste ano pela Polícia Civil de Mato Grosso, a operação apura um esquema de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas fomentado, especialmente, na região do Jardim Florianópolis, em Cuiabá, e orquestrado por Paulo Witer Farias Paelo, conhecido como WT.
“Soldado” era atacante do time de futebol armador Amigos do WT, fundado por Paulo Witer, que é apontado como tesoureiro da facção, segundo as investigações.
Alex foi preso em Macéio (AL) durante um torneio que o time participava.
No habeas corpus, a defesa do jogador alegou que a prisão é desproporcional, sendo suficientes outras medidas cautelares, “em especial por ser o paciente primário, possuidor de bons antecedentes, labor lícito, residência fixa e família constituído, sendo genitor de crianças menores de idade”.
Na decisão, a ministra citou “fragilidade” do HC, afirmando que a defesa não juntou a cópia do decreto de prisão preventiva do paciente, somente acostando a decisão que indeferiu a soltura.
“A fragilidade na instrução do presente mandamus impede a análise da plausibilidade do pedido de liminar formulado. Ante o exposto, indefiro o pedido de liminar”, decidiu.
A operação
Deflagrada na último dia 2 de abril, a Apito Final cumpriu 54 ordens judiciais que resultaram na prisão de 20 alvos.
A investigação da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) apurou, no período de dois anos, que a organização movimentou R$ 65 milhões em bens móveis e imóveis adquiridos para lavar o dinheiro da facção.
Além dos imóveis e veículos de luxo, as transações incluíram a criação de times de futebol amador e a construção de um espaço esportivo, estratégias utilizadas pelo grupo para a lavagem de capitais e dissimulação do capital ilícito.
Análises financeiras realizadas pela Polícia Civil apontaram que os investigados, mesmo sem comprovação de renda lícita, adquiriram veículos como BMW X5, Volvo CX 60, Toyota Hilux, Amarok, Jeep Commander, uma Mitsubishi Eclipse e uma Pajero, além de diversos modelos Toyota Corolla.
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